sexta-feira, 31 de maio de 2013

Selinhos dos meus queridos parceiros

Rááá! Hoje o dia está movimentado hein? Infelizmente, meus queridos leitores irão me perdoar, mas eu não lembro de todos os meus amados que me dedicaram selinhos. Portanto, se você foi fofo e se lembrou de mim, me xingue e diga que eu o esqueci. Farei uma postagem só para você (rsss), porque você merece. Vou começar com o selinho do Lendo um Sonho, da Bell's. É um selinho bem grande, o que eu adoro! Vamos às regras:



•Falar 11 coisas aleatórias sobre você
•Responder as 11 perguntas feitas por quem te indicou
•Criar outras 11 perguntas e indicar esse selinho para outros 11 blogs

Onze é um número da sorte ou é aleatório?
Minhas 11 curiosidades:

~> Odeio quando me dizem para fazer Letras na faculdade. Não desprezando quem cursa, mas eu não quero seguir uma carreira óbvia, algo que todos esperam de mim. 
~> Tenho uma vontade anormal de aprender boxe.
~> Vou escrever um livro, nem que seja no fim da vida e não haja vendas.
~> Quero aprender francês.
~> Gosto de assistir anime, em especial Naruto.
~> Fico revoltada com personagens de livros que são crueis/tolos/desonrosos/patéticos.
~> Não vivo sem meus fones de ouvidos.
~> Amo nadar.
~> Tenho medo de agulhas.
~> Odeio filmes de terror.
~> Tenho uma paixão platônica pelo nome Demétrio.

Curiosidades estranhas... Principalmente do nome (não me perguntem o motivo). As perguntas:

1. O que te influenciou a criar o blog?
Bem, como todo mundo que acompanha o blog e sabe, foi a nossa madrinha Fe, do Na trilha dos livros, que me inspirou. Fala sério, eu quero aquele blog para mim!

2. Quando descobriu essa paixão por leitura?
Descobri quando li o primeiro livro da série Os Karas, de Pedro Bandeira. Não sei bem o que me fez mudar de ideia em relação aos livros, mas eu amei ler!

3.Normalmente, lê em quais lugares?
Em qualquer lugar em que eu possa sentar e que esteja com um livro na mão. As vezes, eu leio em pé. Mas na maior parte das vezes é antes de dormir ou quando não tenho o que fazer durante a aula.

4. Qual é a sua leitura do momento?
Mundo sem fim, de Ken Follett. Vou aproveitar a deixa para dizer o quanto eu estou morrendo com este livro! Precisa me ver gritando com os personagens!

5.Qual o conteúdo que mais gosta de publicar no blog? (resenhas, caixinha de correio, etc)
Sinceramente, eu não faço ideia do que seja esta caixinha de correio que eu tanto vejo por ai. Se alguem me explicar, eu agradeço (hehe). Mas respondendo a pergunta, geralmente eu publico minha opinião sobre os livros que eu leio para ver as respostas.

6. Faz vídeos no youtube?
Não vejo muita utilidade em fazê-lo.

7.Se tivesse um outro blog sobre outro assunto, qual seria?
Com certeza, sobre cinema! Adoro filmes!

8.Se inspira em algum outro blog para publicar suas postagens?
Como eu já disse, no blog da Dinda Fe. Mas também todos os meus parceiros me dão ótimas ideias!

9. Já copiaram alguma postagem sua?
Não que eu saiba... Mas se copiaram também, não me importo. Quer dizer que a pessoa não tem capacidade de bolar um texto, então tem que usar de alguém inteligente. Ou seja, ela está me elogiando (u.u).

10. Já sofreu alguma coisa por conta de comentários anônimos?
Não, eu gosto de críticas (dependendo da pessoa e se a crítica tem fundamento). O único comentário negativo que eu recebi, quando analisei o que a pessoa disse, percebi que ela estava certa. Mas como era uma questão de opinião, expliquei a ela. Não sei se ela leu, porque não me mandou uma resposta.

11. Qual seu personagem favorito? Pode ser de livros/filmes/gibis
Nossa... Vou ficar aqui até amanhã. Tentarei resumir: amo Hercule Poirot (Agatha Christie), Tyrion e Arya (George R. R. Martin), Lloyd e Chuck (Ken Follett, Inverno do Mundo), Billy, Walter, Maud e Ethel (Ken Follett, Queda de Gigantes), Alex (Laranja Mecanica, Anthony Burgess), todos os Cambarás (Érico Veríssimo), Vito Corleonne (Mario Puzzo)... Não vou me estender, há muitos outros.

Bem, vamos para outro selinho que eu ganhei. As perguntas do selo acima são as perguntas do selinho abaixo e indico os mesmos blogs para os dois, ok?

Este outro selinho eu recebi da Marcelle Ferreira, do Universo Adolescente. Outra linda, né?! Temos as nossas famosas regras, que são: 



Mencionar o blogueiro que te indicou o selo
Seguir o blog que indicou o selo;
Repassar o selo para 10 blogs;
Avisar os indicados que tem selinho esperando por eles;
Responder as perguntas.


E as perguntas são:

1. O que te levou a criar o blog?
Esta pergunta é famosa, hein? É uma pergunta básica. Bem, eu já respondi ali em cima, ok?

2. Quais são os benefícios que o blog te proporciona?
Ahh... Comento sobre um dos grandes prazeres da minha vida, que são os livros. Conheço pessoas que também gostam (que sempre são maravilhosas, afinal, gostam de livros u.u). Encontro boas indicações e muitos outros livros que farão parte de mim.

3. Planeja as postagens?
kkkkk Se planejasse, meu blog seria bem mais movimentado e teria muito mais comprometimento. Eu escrevo quando a inspiração aparece e quando estou disponível. 

4. Tem novas idéias para o blog?
Provavelmente, vou mudar o fundo e o cabeçalho, porque já estou enjoando. Gosto de mudanças, mas quem sabe um dia encontro o designe perfeito?

5. Quanto tempo se dedica ao blog?
Não tanto quanto gostaria como vocês podem notar (hehe).

6. Qual é o melhor momento para criar seus posts?
Quando estou brava ou triste são os melhores momentos. As grandes emoções me inspiram e as ideias fluem. Ainda bem que eu quase não escrevo não é? Se não viveria triste/com raiva.

7. Que lugar do mundo gostaria de conhecer?
Antes de qualquer lugar, quero explorar o país. O Brasil tem um potencial que é pouco explorado, principalmente pelos seus filhos. Em segundo plano, quero conhecer a França. E depois a Rússia. Estes são obrigatórios. Se eu for financeiramente estável no futuro, talvez eu vá para a Grécia (quem sabe encontro meu deus por lá hein?), Inglaterra, Itália, Caribe (ou um capitão pirata... Will e Jack, me esperem) ou a barreira de corais na Austrália. 

8. Qual seu passatempo preferido?
Livros, nadar, dormir, comer e conversar no Face (eu tinha um amigo que me era muito precioso, mas agora eu não posso mais conversar com ele... Foi uma escolha minha, mas foi melhor assim. Só iria sofrer se continuasse com isso. Espero que ele entenda um dia).

E temos os nossos indicados:


E ai? Gostaram? Aos selinhos que eu esqueci, novamente, mil desculpas!

Xerus, Bibi.

Um gato entre os pombos, de Agatha Christie

Título Original:
Cat among the pigeons
Autor(a):
Agatha Christie
Origem:
Inglaterra
Tradução:
Jorge Ritter
Editora:
L&PM
Ano de publicação:
1959

Olá, meus queridos leitores! Sentiram saudade? Eu senti muita de vocês! Tive alguns problemas neste mês para escrever, mas antes de maio acabar, vou escrever uma postagem bem rápida. O livro é de uma das minhas escritoras favoritas, apesar de não ser um dos melhores. Um gato entre os pombos terá uma rápida mas significativa participação do mais famoso e excêntrico detetive da história da literatura, Hercule Poirot.
O ambiente é uma escola para meninas, Meadowbank, criada pela impertubável diretora, Srta. Bulstrode, de forte personalidade e caráter, e pela sua doce e gentil amiga, Srta. Chadwick. O corpo docente da escola conta com as mais competentes e diversificadas professoras da Inglaterra para dar conta do corpo discente formado pelas filhas dos homens mais ricos do mundo. Na escola está matricularia até uma princesa, Shaista, e eu recomendo ao leitor prestar muita atenção nela.
Já em Ramat, em uma cena a parte, Ali Yusuf, príncipe herdeiro de Ramat, sabe que a guerra civil ameaça sua vida, então confia a seu amigo Bob uma herança de família poderosíssima: várias pedras preciosas no valor de três quartos de milhão. Bob promete guardá-las em um local seguro, portanto volta para seu quarto de hotel e esconde-as. Entretanto, o próprio Bob não estava seguro: no quarto ao lado, uma misteriosa mulher o vigia da sacada com um espelho de mão, adivinhando o que ele trama. Ambiciosa, ela trama um plano ardiloso para conseguir as joias.
Voltando para a escola, um homem se infiltra naquele ambiente feminino, pois suas autoridades estão preocupadas com a princesa Shaista, pois ela é a única parenta viva do príncipe Ali Yusuf e provavelmente será do interesse de pessoas perigosas em um futuro próximo. Obviamente, a presença de um jovem rapaz irá levantar suspeitas e inquietar todas aquelas mulheres que passam tanto tempo sem a visão de um homem (ainda mais de um homem bonito).
Mas não é somente um rapaz que causa um distúrbio no ambiente: a nova professora de educação física, Srta. Springer, com sua atitude intrometida, mandona e sem escrúpulos para dizer o que pensa, está causando uma péssima impressão em todos. Apesar de ser muito competente, a antipatia é geral. Portanto, quando ela é encontrada na quadra de tênis morta, suspeitos não faltam.
Todos estes casos aparentemente paralelos são ligados por ninguém menos do que nosso querido Hercule Poirot, que infelizmente só aparece logo no final da história, mas chega “divando” (kkkk) quando resolve o caso apenas ao em um joelho (isso não é spoiler, acredite).
Para tentar descobrir o assassino neste volume, tente uma tática diferente: ao invés de juntar as pistas, fui pela pessoa menos óbvia. Não acertei, mas cheguei perto. Não foi o melhor livro da Agatha Christie que eu já li e nem entra nos livros dela que eu recomendo, mas isto não significa que a história não seja boa. Lembro que eu terminei de ler na noite do temporal que alagou São Paulo e minha casa estava sem luz. Foi engraçado. Bem, eu poderia tecer dezenas de elogios à autora, mas todo mundo sabe o quão fã eu sou da “Rainha do Crime”. Não me conformo com o talento dela, isto não é humano.
Espero que tenham gostado! Prometo voltar com mais frequência!

Xerus, Bibi.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Eu não morri

Meus caríssimos leitores.

Quero pedir desculpas pelo mês de maio que foi um mês de moscas... Não postei absolutamente nada. Mas alguns problemas pessoais interferiram e eu não pude dedicar ao AB.

A todos que me dedicaram selinhos, não se preocupem. Farei um post para cada um!

Logo, novas parcerias! E livros, claro!

Xerus, Bibi Kasteel

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Tag para o AL

Olá, meus lindos leitores! Vamos começar maio já com uma Tag do blog Um Bestseller Pra Chamar de Meu, da Dri Souza! Muito obrigada por se lembrar de nós, Dri! Adorei!

As regras da Tag são simples: o blog deve escolher 5 letras do alfabeto e mandar para cada blog que você escolher. O blog escolhido deve indicar 5 livros que começam com as letras indicadas (os artigos não contam). Viu? Super simples!



A Dri nos mandou as letras A, J, H, N e M. Letras incríveis, que eu bati o olho e pensei: "Já sei quais os livros"! Vamos lá?





Jogos Vorazes








Noite na Taverna




Miseráveis, Os

 
Os Miseráveis, como são originalmente um livro único, coloquei a foto dos meus dois volumes. Só para constar, que história maravilhosa. Para quem amou o filme, vai amar ainda mais o livro. Em breve a postagem! 
E quanto a Jogos Vorazes, que estou lendo neste momento, achei conveniente por se tratar do livro do momento.
Em relação aos outros, são livros bons, mas sem nenhum motivo em especial para terem sido escolhidos. 

Agora, os sortudos para a Tag!

Como sempre, para a nossa mais do que querida madrinha Fernanda, do Na trilha dos livros. Dou as seguintes letras:

F - L - O - R - A

Para a Bárbara (nome da minha melhor amiga kkkkkk), do Segredo entre amigas, dou as letras :

A - M - I - G - O

Para a Elane, do Perdida nas Histórias (muito eu este blog kkkk), dou as letras:

L - I - V - R - O

Para a Flávia, do Livros e Chocolate, que o nome me deu uma vontade incrível de comer chocolate, dou as letras: 

B - E - L - G - A

Para a Glaucia, do Leitora It, dou as letras na forma de palavra em inglês:

F - L - A - M - E

E para a Estéphanie, do Discurso em Branco, vou dedicar uma flor:

C - R - A - V - O

Que todos os blogs se divirtam e que os meus leitores aproveitem as indicações! Novamente, obrigada Dri!
Xerus!






segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ubik, de Philip K. Dick


Título Original:
Ubik
Autor(a):
Philip K. Dick
Origem:
EUA
Tradução:
Ludimila Hashimoto
Editora:
Aleph
Ano de publicação:
1969


Olá, meus lindos leitores. Acabei de voltar do cinema com meu pai depois de assistir Oblivion, com Tom Cruise, Morgan Freeman e Nikolaj Coster-Waldau, uma ficção-científica cheia de ação, alienígenas e fim do planeta. O filme é muito bom (os efeitos estavam ótimos, a trilha incrível, a história foi levemente clichê, mas ainda assim bem elaborada), porém tenho que fazer uma crítica: não curto roteiros que deixam várias perguntas no ar e só esclarecem nos últimos cinco minutos do filme. Modéstia a parte, não sou desses que só acompanham o filme: fico pensando, tentando desvendar, adivinhar o que vem e sacar o que o diretor quis passar. Entretanto, quando começam a ser lançadas pistas sobre o mistério que só te deixam com um ponto de interrogação na cabeça, eu me atrapalho e o filme não parece fazer mais sentido. Sinto-me uma ignorante quando isto acontece, mas quando eu vejo pela segunda vez, logo penso: “Ah! Estava na cara o tempo todo!”. Para quem gosta de filme futuristas onde o mundo foi destruído, alienígenas, heróis bonitos (Tom Cruise, quando está em um filme de ação, ninguém segura) e ação com tecnologia, é um ótimo filme.
Entrando no clima da ficção-científica, resolvi resenhar sobre um ótimo livro com esta temática: Ubik, de Philip K. Dick. Este também deixa muitas perguntas para o final, mas são questões mais básicas para se ter uma história.
No ano de 1992, Glen Runciter é o chefe da Runciter & Associados, uma empresa de agentes inerciais, pessoas com poderes especiais, capazes de neutralizar outras pessoas especiais que são contratadas para espionar grandes instituições, os psis. Ao lado de Glen temos sua esposa, Ella, mantida em “meia-vida” (a pessoa em meia-vida é mantida temporariamente viva depois de algum acontecimento fatal e pode ter sua consciência “ativada” pelo responsável até a sua ressurreição), e Joe Chip, que tem sérios problemas financeiros e de relacionamento. Neste futuro do final do século XX, o capitalismo e a tecnologia estão em seu auge: máquinas são capazes de interagir com humanos e cobrar pagamento por tudo, como abrir a porta da sua casa ou pegar o jornal. Viagens espaciais e intercontinentais em instantes também são muito frequentes e comuns.
O enigma começa quando Joe Chip descobre uma inercial com poderes nunca antes vistos: ela é capaz de alterar o passado. Desconfiado, ele a leva até seu chefe e o alerta do perigo que ela representa. Glen, por sua vez, contrata-a para testá-la.
Surge então uma proposta interessante para a Runciter & Associados: uma missão na lua muito suspeita leva Glen a juntar seus melhores profissionais, incluindo Chip, para investigá-la. Entretanto, a tal missão era uma emboscada: uma bomba explode e Glen morre. Joe, desesperado para manter Glen vivo e conseguir uma luz no caminho que leva até o mandante do atentado, corre com os outros inerciais para colocar o líder em meia-vida, entretanto, no caminho de volta, todos notam que o mundo está estranho: seus produtos, antes tão perfeitos, decompõe-se em suas mãos e artefatos antigos começam a tomar conta dos novos. Ninguém entende bem o que está acontecendo, mas o objetivo é manter Glen vivo.
O tempo continua a retroceder. Depois de colocar Glen em meia-vida, perto de Ella, todos se empenham em descobrir a razão para o regresso dos anos, porém, quando um dos inerciais também se decompõe e morre, Chip vê a verdadeira ameaça: estão todos correndo o risco de vida. Como se já não bastasse a deterioração do material e o recuo temporal, estranhos sinais de Runciter começam a surgir nos lugares mais inusitados. Ele estava tentando mandar uma mensagem para Chip, mas este não conseguia compreendê-las: onde estava a ligação de todos estes episódios? Onde tudo começou? Onde iria parar? Como Joe salvaria a si e a todos?
Quando eu disse que este livro tinha mistérios básicos para uma história, fui muito branda: algumas interrogações confundiram bastante, porém é muito mais fácil criar teorias em um livro, que você pode parar e pensar, do que em um filme, onde a imagem, o som, a emoção e a companhia te impedem de parar a cada minuto para formular hipóteses.
Houve um ponto negativo que eu não posso deixar de comentar: a cena da bomba. Sem querer dar spoiler, porém a cena mais importante do livro pecou no quesito detalhe e emoção. Quando as personagens percebem que são vítimas de uma emboscada e que há uma bomba, tudo corre rápido demais e o leitor pode sentir-se desnorteado. Depois da explosão, a morte de Glen é anunciada tão rápida e a corrida para salvá-la acontece tão de repente que fica complicado entender bem o que está acontecendo. Mas, analisando um pouco mais a fundo, talvez a resposta para a grande interrogação que fica no final do livro esteja neste trecho acelerado.
Gostei bastante do estilo de Philip K. Dick. Durante minha leitura, descobri que o filme O Vingador do Futuro foi inspirado em um de seus livros: o filme é bom, mas muito previsível. Não tenho certeza quanto ao livro, pois o filme é para algum momento “não tenho o que ver”. Voltando ao Ubik, este sim é muito recomendável, mas para quem entende de narrações futuristas. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Til, de José de Alencar


Título Original:
Til
Autor(a):
José de Alencar
Origem:
Brasil
Tradução:
*livro nacional*
Editora:
Martin Claret
Ano de publicação:
1872


Til contará a história de Berta, mas sua trama começa muito antes de nascer. Berta, chamada de Inhá ou Til, é uma linda e encantadora jovem, filha de criação de Nha Tudinha, mãe de Miguel, que sofre de uma paixão violenta pela meia-irmã. Porém, a típica heroína romântica, que também ama o irmão, sacrifica seus sentimentos pelos de Linda, sua melhor amiga, que também sofre de amores pelo rapaz, outro típico herói romântico (corajoso, bonito, no auge de sua juventude e força, tomado por fortes emoções, pobre e sonhador). Já Afonso, irmão de Linda, também é apaixonado por Berta, porém seu amor é mais truculento e sensual, não o sentimento puro e ingênuo que Berta sente por todos. Ainda neste romance temos Brás, primo de Linda e Afonso, que sofre de distúrbios e, portanto, é completamente excluído de sua família, principalmente pela elegante e “europetizada” D. Ermelinda, sua tia. Entretanto, Brás foi acolhido pelo afeto de Berta, que ele apelidou de Til por ser o único sinal da gramática que sua mentalidade conseguia identificar através do fascínio.
Estes amores podem ser belíssimos, mas sempre encontram obstáculos. O principal é a diferença de classes de Miguel e Berta com relação à Linda e Afonso. D. Ermelinda jamais permitiria que seus filhos tivessem qualquer relação com alguém de classe inferior, portanto proibia os adolescentes de se encontrarem. Contudo, em passeios secretos, o quarteto juntava-se no Tanquinho, na fazenda de Palmas, que pertencia ao pai de Afonso, Luís Galvão.
Este último guarda um grande segredo, conhecido apenas pelo temido capanga Jão Fera, ou Bugre, que se ressente do grande latifundiário por este motivo oculto. Entretanto, Jão Fera e Luís Galvão foram criados juntos e certo afeto ainda existe entre os dois no início do livro. O Bugre tem a fama de uma grande mercenário assassino e tem sua cabeça colocada a prêmio, sendo invejado por Gonçalo, outro capanga cujo maior sonho era amedrontar as pessoas apenas por ouvirem seu nome. Esta inveja de Pinta, seu apelido que tanto detestava, trará grandes problemas à Jão Fera que é procurado por caçadores de recompensas.
A fama do Bugre chega aos ouvidos de Barroso, personagem muito suspeito e misterioso, que surgiu pelas redondezas com o desejo de vingança contra Luís Galvão sabe Deus por qual motivo. Barroso contrata os serviços de Jão, que aceita o dinheiro antes mesmo de saber quem seria a vítima. Quando descobre que terá que emboscar Galvão, Jão hesita, mas, como colocou sua palavra em jogo, vai até o fim.
No dia do ataque, Jão estava prestes a atacar Galvão quando surge Berta, que pressentia algo de ruim quando cruzara com o capanga mais cedo. Com a ameaça de desprezo, Berta consegue fazer Jão desistir do ataque e procurar um meio de pagar sua dívida.
Barroso planeja então outro ataque a Luís Galvão: no dia de São João, durante a madrugada, tocaria fogo no canavial de Galvão. Este último correria para apagar o fogo, mas neste momento, sofreria um atentado e seu corpo seria jogado no fogo. Barroso se aproximaria da família de Luís e tomaria a viúva para si, completando então sua vingança. Contudo, Jão ainda está por perto para impedir os planos de Barroso e reconhecer a verdadeira face do maligno.
Já Berta tem outros mistérios: Zana, uma velha negra demente que vive em uma casa aos pedaços. Depois de muito observá-la, Berta descobre que a louca tinha uma sequencia de atos, o que indicava os últimos atos lúcidos da mulher. Por muito tempo, Berta formulou teorias sobre o que aquela cena representava, mas o que ela não imaginava era episódio estava intrinsecamente ligado à sua história.
Til, livro tipicamente romântico e regionalista, é uma das principais histórias de José de Alencar, apesar de ser de longe a melhor. Pode parecer bem complicado com suas palavras rebuscadas (para nossa linguagem atual), mas com o ritmo da leitura, o contexto já esclarece as principais dificuldades do leitor. Texto extremamente detalhado, principalmente quando se trata de emoções, ideias, psíquico ou natureza, é o grande trunfo do autor pela sua habilidade em escrever... Para ser mais sincera, eu diria seu dom de escrever, apesar de ser muitas vezes exaustivo.

P.S.: o livro atraiu minha atenção até a decisão de Berta em relação a Miguel. Final picolé de chuchu! 

sábado, 23 de março de 2013

Viagens na minha terra, de Almeida Garrett

Título Original:
Viagens na minha terra
Autor(a):
Almeida Garrett
Origem:
Portugal
Tradução:
*livro em português*
Editora:
Martin Claret
Ano de publicação:
1843


Como o próprio nome já diz, Almeida Garrett contará neste livro sobre uma viagem que ele faz com alguns companheiros por Portugal. Sua jornada começa por Lisboa, onde ele faz um longo discurso sobre a instabilidade do país e sobre os grandes nomes da literatura e filosofia que admira e estima.
Conforme vai avançando por Portugal, com destino a Santarém, Almeida Garrett se divide entre descrever minuciosamente os ambientes, analisar o psicológico humano, discutir sobre a razão da existência, discursar sobre os grandes intelectuais até aquele tempo, enaltecer a sua obra e, o mais importante, narrar a história de amor de Carlos e Joaninha. Para ser bem sincera, o autor/protagonista se perdeu entre os itens, mas desenvolverei a ideia mais adiante.
Almeida Garrett estava em Santarém quando passou a frente de uma casa e “apaixonou-se” por uma de suas janelas. Descobriu então que aquela era a janela da Menina dos Rouxinóis, apelido de Joana, uma jovem de dezesseis anos, exemplo de pureza, simplicidade e beleza. Garrett conta então a história da menina, que mora com a avó e recebe as visitas semanais do misterioso Frei Dinis, que sempre trás consigo notícias de Carlos, primo e amante de Joana. Carlos partira da casa da avó para unir-se ao exército de D. Pedro, desculpa usada como pretexto para afastar de Santarém e de um segredo que ele sentia rondar a figura do frei.
Quando liberais e monarquistas se enfrentam perto de Santarém, volta Carlos para casa e se revê Joana. Este reencontro abala Carlos, que se lembrava de Joana como uma menina, contudo se depara com uma linda mulher. Ele se entregaria a sua paixão cegamente, se não ele não tivesse construído uma história enquanto esteve fora: casou-se com Georgina, uma linda inglesa de família abastada.
Quando a história chega ao seu ápice (Carlos ferido na guerra e Georgina se encontra com Joana), Garrett parte para o final da sua viagem e acaba por encontrar Frei Dinis, que contará o fim da história de Joaninha.
Admito que “Viagens na minha terra” é um livro importante para um contexto histórico (e cai no vestibular este ano), porém é um livro extenuante e demorado. Almeida Garrett, como eu disse anteriormente, parece ter se perdido no rumo do seu livro. No início, ele dizia que seu livro seria diferente de todos os outros, uma obra revolucionária, longe do romance habitual. Ele se prende então a descrição detalhada dos lugares por onde passa, criticando a situação atual de Portugal. Entretanto, em seus muitos capítulos, Garrett sai da linha de pensamento que estava seguindo, fazendo várias ligações, até chegar a um assunto completamente diferente do que estava dizendo. No capítulo seguinte, ele volta ao mesmo assunto e acaba por sair novamente. Em outros momentos, o assunto de Garrett é tão psicológico e metafórico que o leitor, se não estiver bem atento, acaba por confundir a realidade física com a psíquica.
Não é um livro fácil, que o leitor pega quando não tem o que ler. Nem é um livro de entretenimento, então não espere um envolvimento com a história. Para ser bem clara, eu não gostei do livro, apesar de ser necessário para minha formação. 

domingo, 3 de março de 2013

Nada como se sentir querida...

Olá, meus queridos! Como vocês já notaram (e cansaram), estou com sérios problemas para postar alguma coisa... Mas depois do fiasco que foi a última postagem (um livro que eu amo, mas a pior resenha que eu já escrevi), preciso voltar a treinar (rsrs).

Mas apesar da minha falta de empenho, é bom ver que vocês continuam comigo! Recebi três selinhos: um do Lendo um Sonho, da Bell's, que ela mesmo criou (o.o) e os outros da Dinda do Na trilha dos livros. Vamos lá:

Fofo não é?
Regras:
-Responder as 7 perguntas
-Nomear 7 blogs
-Avisar sobre o selinho para os blogs nomeados
-Fazer 7 perguntas diferentes das que você recebeu para os blogs nomeados

A primeira pergunta é:
1-O que te levou a criar o blog?
Estava eu, sem nada para fazer, vagando pela internet, quando encontrei uma imagem linda no Google (que eu não me lembro qual) e, quando entrei no site da dita cuja, deparei-me com o blog da Dinda Fernanda, do  Na trilha dos livros. Bem, há muito tempo eu queria montar um blog, mas não tinha um assunto, então quando vi o "Na trilha", pensei: "Por que não falar sobre o que eu mais gosto? Livros?". E surgiu o Abrindo os livros... Resumindo, o blog veio ao acaso.

2-Desde quando tem essa paixão por leitura?
Desde a quarta série. Eu odiava ler, mas ganhei um livro de presente da minha mãe (A Droga da Obediência, Pedro Bandeira, primeira postagem) e encontrei a minha razão de ser.

3-Já teve bloqueio na hora de postar?
Estou tendo neste exato instante! kkkkkkkkkkkkk

4-Se tivesse outro blog sobre outro assunto, que tema seria?
Filmes, sem sombra de dúvida. Adoro cinema! Mas não estou dando conta nem deste, imagine de outro! kkkkkkkkkkk

5-O que acha do Lendo um Sonho? (=P)
kkkkkkk Uma graça! Infelizmente, não consigo navegar com frequencia pelos blogs que eu sigo. Gostaria de ser mais participativa com todos.

6-Faz faculdade? De quê?
Ainda não, entro ano que vem. Estou pensando em entrar para a Marinha (vai que eu encontro o meu capitão lá kkkkkkk) ou então Engenharia Naval. Com certeza vou para alguma área relacionada com o mar, porque é outra paixão. Apesar de todos me dizerem que eu deveria cursar Letras, me recuso a transformar minha paixão por livros em profissão. Perderia a magia.

7-Já CRIOU um selinho?
Não... Mas sabe que me deu vontade? Quem sabe...

E vamos nomear os blogs!

Livros e Chocolate (agora eu acertei? kkkkk XP)

E para encerrar, 7 perguntas:

1-Qual a sua grande paixão?
2-Qual é a pessoa que você mais admira?
3-Se você pudesse nascer em outra época, qual seria?
4-Mudaria alguma coisa do passado?
5-Como você se vê daqui dez anos?
6-Se você pudesse conversar com alguma pessoa que já morreu (famosa ou não), quem seria?
7-Cite uma passagem de algum livro que você nunca esquece.

O outro selinho é da Dinda Fernanda! E ele é famoso! Foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade, em 2008, e pediu para que seus 15 blogs nomeados indicassem outros blogs e assim o selinho foi se espalhando... E chegou aqui! Honra no nível profissional (u.u). Obrigada Dinda!


As regras:
Exibir a imagem do selo no seu blog
Linkar o blog que te indicou
Escolher outros 10 blogs para receber o Selo Dardos
Deixar um comentário nos blogs escolhidos

Bem, além dos sete blogs já indicados ali em cima, adiciono:
Lendo um Sonho
Perdidas Nas Histórias
Universo Adolescente

Claro, eles também podem considerar os dois selinhos como sendo deles! São ótimos! ;)

O último também é da Dinda.


As regras:
1. Citar o nome de quem te indicou (sempre)
2. Indicar 2 livros no mínimo que leu e gostou em 2012.
3. Listar 3 livros que você deseja ler em 2013.

Bem, os livros que eu amei de 2012 foram:
-O Festim dos Corvos, de George R.R. Martin;
-O Hobbit, de J.R.R. Tolkien;
-Labirinto, de Kate Mosse;
-Orgulho e Preconceito, de Jane Austen;
-A Dança dos Dragões, de George R.R. Martin;
-Os Pilares da Terra, de Ken Follet;
-Inverno do Mundo, de Ken Follet;
-Admirável mundo novo, de Aldous Huxley;
-Laranja Mecânica, de Anthony Burgess
-O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.

E os livros que eu pretendo ler em 2013 são:
-Mundo sem fim, Ken Follet;
-Os Miseráveis, de Victor Hugo (vou terminar nem que seja a última coisa que eu faça);
-O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo (não, a última coisa que vou fazer é terminar este);
-O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien;
-A Rainha, de Gabriela Castro (kkkkkkkkkkk pretendo terminar este "livro", colocar um pseudônimo e trocar o título, mas por enquanto, fica assim).

Os blogs escolhidos são os mesmos!

Bem, pessoal, este é o selinho de hoje! Daqui a pouco eu coloco uma Tag que a Dinda também me passou (fala a verdade: se não fosse minha madrinha, meu blog já tinha ido para o beleléu!)

Xerus!

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Continente, de Érico Veríssimo


Título Original:
O Continente
Autor(a):
Érico Veríssimo
Origem:
Brasil
Tradução:
*livro nacional*
Editora:
*sem informação*
Ano de publicação:
1947


Todo brasileiro leitor com um pouco de bom gosto tem a obrigação de ler O Tempo e o Vento, obra-prima de Érico Veríssimo. Admito: só li os três primeiros volumes (de quatro) por enquanto, mas pretendo ler outros livros até voltar para esta saga, com o objetivo aproveitar melhor a história. Portanto, meu conselho para quem irá começar é, entre os livros, ler outras obras para não ficar tão exaustivo.
José Lírio, popularmente conhecido como Liroca, está tomando coragem para atravessar a principal rua de Santa Fé e tomar posto na torre da igreja, onde vigiará o Sobrado, lar dos Terra Cambará. Por muito tempo, Liroca frequentou o Sobrado, sendo amigo íntimo de Licurgo Cambará, o patriarca, e apaixonado por Maria Valéria, cunhada de Licurgo. Mas agora ele precisa chegar até a igreja e impedir que os sitiados alcancem o poço de água.
A luta é entre federalistas e republicanos em um pequeno município no interior do Rio Grande do Sul no ano de 1895. Licurgo é o principal representante de um dos grupos em Santa Fé, enquanto Bento Amaral, “que domina Santa Fé politicamente”, e seu filho Alvarino estão do outro lado. A rivalidade entre os Amaral e os Cambará é antiga e será explicada em um dos capítulos do livro.
Partindo de Liroca e entrando no Sobrado, o clima é de tensão e medo, pois, além dos homens estarem sem água, comida e munição, a esposa e prima de Licurgo, Alice, está muito doente e em trabalho de parto. Por outro lado, Maria Valéria mantém a casa organizada e cuida da irmã e dos dois sobrinhos, Toríbio e Rodrigo, como uma rainha em seu castelo. Licurgo vigia a rua, seus homens e pensa em sua amante, Ismália Caré. Já Dona Bibiana (grande mulher), está sentada no sótão em sua cadeira de balanço. Quem vê aquela senhorinha caquética e caduca, jamais imaginaria a mulher forte e imponente que foi.
Os capítulos que se passam no Sobrado são basicamente sobre as situações destes personagens (Licurgo, Maria Valéria, Alice, Rodrigo, Toríbio e Bibiana). Outros personagens como Floriano, tio e sogro de Licurgo, e Fandango, o capaz do latifúndio dos Cambará, também aparecem e mostram sua importância.
No Continente também será narrada a origem da família, iniciando com Pedro Missionério, um jovem “índio” misterioso e místico, que foge de um massacre em sua vila e acaba na fazenda de Maneco Terra, um homem rijo, brutal, quase primitivo. Ele é pai de Ana Terra, uma bonita moça que, apesar de jamais ter saído de suas terras, é de uma coragem austera e inabalável. Ana, quase acidentalmente, engravida de Pedro, que é assassinado pelos irmãos Terra. Seu “desfrute” coloca à prova a coragem citada, quando Ana vê sua família rechaçá-la e ela dá à luz Pedro Terra, que será ignorado pelo avô (pelo menos, por um tempo).
Como bem sabemos, Rio Grande do Sul, por ser uma fronteira, vive assolado por guerras e conflitos. Ana Terra não fugiria deste carma. E mais uma vez, sua coragem entra em ação.
Depois de reviravoltas assustadoras, Ana e Pedro, acompanhados por uma cunhada e sua filha, partem com um comboio com destino para Santa Fé, uma recém-fundada vila por Ricardo Amaral. Nesta vila, Pedro se casará com Arminda e terá dois filhos: Juvenal e Bibiana.
Juvenal, quando já moço, conhecerá um certo Capitão Rodrigo Cambará: sedutor, boêmio, impulsivo, explosivo. Qualquer pai de família sentiria os pelos do corpo eriçarem se um homem como este se aproximasse de sua recata filha... Pedro Terra saberá descrever melhor esta situação quando Juvenal ajuda Rodrigo a se alojar na cidade e apresenta (indiretamente) sua irmã a ele.
Por um momento, Rodrigo, no calor de sua paixão por Bibiana, pensa em “endireitar a vida” para casar com a linda moça, porém encontrar concorrência em Bento Amaral. Não que isto seja um problema, pois ele é um Cambará e Cambará macho não foge.
Inicia uma rivalidade entre Cambará e Amaral que perdurará por anos. Rodrigo e Bento duelam certa noite, mas Bento foi desleal e quase assassina seu oponente. Rodrigo ficará aos cuidados de Bibiana e, com a ajuda do Padre Lara, consegue enfim casar-se com a moça (para o desagrado do Amaral). O casal têm três filhos: Bolívar, Anita e Leonor...
Mas esta alegria não dura por muito tempo: Rodrigo não consegue manter sua rotina ajuizada e começa a procurar por sua liberdade: jogo, bebida, mulher, guerra. Apesar de trazer uma imensa infelicidade para Bibiana, esta última ignora libertinagens do marido, focando-se no cuidado da casa e dos filhos. E esta já triste realidade se torna pior com o início da Guerra dos Farrapos, quando Rodrigo parte para os conflitos sem aviso.
Anos se passam depois das consequências da Guerra, Bolívar e seu primo Floriano se apaixonam pela mesma mulher: Luzia Silva, neta de Aguinaldo Silva. Porém, apesar de sua beleza estonteante, tem algumas peculiaridades que lhe rendem a antipatia de toda Santa Fé. Paradoxalmente, Bibiana incentiva seu filho a se casar com a moça... Mas qual seria o verdadeiro motivo daquela pacata e respeitada senhora?
Bolívar, apesar de ser magnificamente parecido com seu pai, de nada tem sua personalidade: é mais sentimental e não é entregue aos prazeres da vida. Por outro lado, seu amor cego por Luzia faz com que ele se entregue erroneamente às vontades sórdidas da mulher. Para a sorte do rapaz, ele pode contar com sua mãe que enfrentará a “teiniaguá” de frente.
Bolívar e Luzia tem um filho, Licurgo, que será sagazmente criado pela avó no Angico. Será neste latifúndio que o clã Caré se alojará. Sendo um Cambará, a paixão de Licurgo por Ismália será avassaladora e arriscada, principalmente com o casamento de Licurgo e Alice se aproximando.
O grande clã Terra Cambará passará por todos os grandes acontecimentos da história regional e nacional. E mais do que pela parte histórica, esta magnífica saga de Érico Veríssimo vale a pena pelo romance, pelos personagens, pela trajetória das famílias, do pensamento, das reflexões, pela mensagem. Desconfio que poucos livros conseguiram analisar tão profundamente a alma do homem. Uma pena que um livro tão maravilhoso seja tão pouco conhecido pelos brasileiros. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Selo para nós!

Sabe quando aquela vozinha do Universo sussurra no seu ouvida para fazer tal coisa e, quando você faz, viu que a vozinha tinha razão? Pois então! A Vozinha me sussurrou para esperar o selinho que nós ganhamos da Paula, do Palavras Empoeiradas... E eis que descubro que recebi o mesmo selinho da Bruna, da Curicultura.  Obrigada Vozinha!

  1. Nomear 15 blogs;
  2. Avisar a pessoa que você nomeou;
  3. Agradecer ao blog que te nomeou;
  4. Adicionar o post ao blog;
  5. Adicionar 7 coisas que você gosta.

Muito bem... Vamos começar com as coisas que eu gosto:

1. Ler
2. Nadar
3. Doces
4. Cinema
5. Músicas
6. Mar
7. Surpresas

E os quinze blogs!


E ai? Quais destes vocês seguem e gostam? Eu gosto de todos! kkkkkkkkkk
Xerus!
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