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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Eldest, Christopher Paolini


Capa "Eldest"
Título Original:
Eldest
Autor(a):
Christopher Paolini
Origem:
EUA
Tradução:
Heitor Pitombo
Editora:
Rocco
Ano:
2004



Ah... Dragões! Se tem algo que eu amo de paixão são estas criaturas místicas e poderosas... Portanto, nem preciso dizer que eu piro nestes livros não é? Entretanto, esta saga não entra em meus tops porque acho que o autor não estava “maduro” o suficiente para escrever um Best-seller magnânimo e digno de dizer que ele está entre os melhores livros que eu já li. Apesar de seu claro amadurecimento desde Eragon, Christopher Paolini ainda precisa evoluir muito para entrar no meu rank (desculpem os fãs assíduos do autor, mas eu sou bem exigente). Mas eu não quero dizer que odiei a história. Muito pelo contrário: amei! Estou ansiosa pelo último livro, que está previsto para o segundo semestre deste ano (aguenta coração!). Apesar de ter ouvidos alguns rumores que o final deixou a desejar, tenho que lê-lo para ter minha opinião...
Eragon acaba de sair de uma guerra infernal onde foi ferido gravemente... Mas com uma vitória espetacular: após matar o espectro Durza (medo dele), nosso herói-juvenil recebe o carinhoso apelido de Eragon Matador de Espectros. Apesar de ter recebido uma pequena ajuda das nojentinhas Saphira (seu dragão) e Arya (seu amor secreto não tão secreto assim), digamos que o mérito ficou apenas com o Cavaleiro. Ele agora partirá junto com as duas e seu amigo anão Orik para Ellesmerá, a capital dos elfos, para continuar seu treinamento como cavaleiro. Em sua nova parada, Eragon descobrirá algo inesperado: ainda há um dragão e seu cavaleiro vivos.
Uma pausa rápida: lembro nitidamente que eu estava tomando leite com groselha nesta parte do livro... E lembro nitidamente que eu cuspi tudo quando li “e apareceu um dragão dourado com seu cavaleiro” (ou algo do tipo). Meu choque foi tanto que precisei reler o capítulo para ter certeza que não estava ficando louca. E para minha curiosidade dolorosa ficar completa, o capítulo seguinte parte para outro lugar.
Entretanto, minha dor foi apaziguada ao ler sobre Roran, o primo gatinho de Eragon. Se você, que leu Eragon, não faz a menor ideia de quem era ele, um rápido Flashback: Roran era quase um irmão para Eragon, porém resolveu partir da fazenda para tentar uma vida melhor, já que queria se casar com a bela Katrina. Agora, Roran volta para Carvahall e descobre que seu pai foi morto e seu primo fugiu. É possível notar um grande ressentimento da parte de Roran para com Eragon, mas o rapaz tem bom coração, por isso não se deixa entregar ao ódio. Além do que, Roran tem outras preocupações: os Za’Rac, uns monstros canibais bem assustadores, descobrem sua ligação com Eragon e pretendem raptá-lo. Ele até tenta se esconder, mas o pai de Katrina, que o odeia, acaba entregando-o. Mas não se desespere: ele não foi sequestrado. Em seu lugar, foi levada Katrina (ok, agora pode se desesperar).  Roran decide então partir de Carvahall junto com todos os moradores para procurar pelos Varden... E mostra que nasceu para liderar.
Tenho que admitir que fiquei surpresa com Roran, acho que ele representa o verdadeiro amadurecimento do autor. O modo como leva a todos até os Varden mostra que ele é digno de ser um Cavaleiro de Dragão. Merecia um ovo!
Mas voltamos agora para Eragon e seu novo professor, Oromis. Ele é um velhinho muito simpático, diga-se de passagem, e um verdadeiro guerreiro. Apesar de sua enfermidade, ele mostra ser um excepcional cavaleiro. Oromis torna-se o mestre de Eragon e o ensinará a controlar melhor seus poderes de Cavaleiro.
Já o dragão Glaedr, eu não simpatizei muito com ele... Um pouco arrogante, talvez pela convivência com os elfos. Apesar dele não parecer muito, já que a maior parte do tempo em que Eragon treinava, ele e Saphira saiam voando por ai, nos momentos em que ele surgia, mostrava ter um focinho muito empinado...
E houve um momento que eu não entendi muito bem: rolou um clima entre ele e Saphira? Apesar de, no livro, ela dizer que eles eram os últimos dragões e precisavam salvar a espécie (momento tensão), o que queria dizer que ela não sentia nada muito profundo por ele, somente o sentimento de obrigação, ainda assim não conseguia deixar de imaginar os dois como um casalzinho feliz... Acho que foi só impressão...  E, bem, como eu não sou fã da Saphira, não posso deixar de comentar o quanto eu ri quando li sobre o fora que Glaedr deu nela... Aquelas patadas (literalmente) foram boas para ela, assim ela aprende que não é a melhor coisa que já aconteceu em Alagaësia.  
Falando em lado emocional, vejamos a relação entre Eragon e Arya, sendo que esta última é de uma indecisão irritante. Até agora eu não entendo se ela quer ou não ficar com Eragon. Preciso que ela se decida logo, pois esta do “vou não vou” está me irritando profundamente.
Chegamos à conclusão: alguns outros personagens aparecem na trama e ganham seu destaque como Nasuada, a nova líder dos Varden. Mulher decidida, forte, batalhadora, que mostra que chegou para ficar. Ela é uma das minhas personagens favoritas. E apesar de toda a sua obrigação para com o seu grupo, ela não deixa de expressar seus sentimentos... E é claro que eu estou me referindo ao Murtagh (lindo maravilhoso!). É bem óbvio que ela está apaixonada por ele... E mais óbvio ainda que ele a corresponde (só o clima que rolou no livro, já dá para saber).
E não se preocupem, público feminino, não me esqueci de falar sobre Murtagh. Na verdade, algo terrível acontece com ele logo no ínicio do livro: ele é sequestrado pelos Urgals logo após o assassinato de Ajihad e... Não vou contar o que acontece com ele depois (hehehehe). Apenas que Murtagh mostra o quanto seu espírito é forte e resistente: as desgraças que acontecem com ele parecem nunca ter fim!
Outra personagem que ganha espaço é Erva, o bebe abençoado por Eragon e Saphira. Na verdade, Erva foi amaldiçoada pelos dois por um erro na linguagem e agora ela se tornou um escudo contra os sofrimentos das pessoas. Para sua sorte, Erva é acolhida por Nasuada e por Angela, a feiticeira. Erava é uma criança de quatro anos, porém com a mentalidade de uma adulta. Ela me assusta às vezes com sua inteligência e eu a admiro por não ficar bajulando Eragon como todos os outros.
O final do livro é surpreendente! Pensando um pouco agora, era um pouco óbvio, mas foi bem elaborado. Como já disse, Christopher Paolini cresceu muito desde Eragon e continuou em Brisingr, terceiro livro da série. Espero que ele continue assim até Inheritance, a conclusão desta saga.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eragon, de Christopher Paolini

Foto da capa Eragon.
Título Original
Eragon
Autor:
Christopher Paolini
Origem:
EUA
Tradução:
Nelson Rodrigues
Editora:
Rocco
Ano:
2002



Tem um único ponto falho nesta história: é muito clichê. A mesma história de um menino simples que de repente vê o seu mundo mudar magicamente e agora a sobrevivência de todos que ele ama e a salvação de todos depende de sua coragem e força. Fala sério: este enredo já deu! Está certo que este tipo de “superação” atrai os leitores, mas tem uma hora que todas as histórias parecem as mesmas e os livros parecem uma mistura uns dos outros. Um pouco de originalidade nunca faz mal, viu?
E, bem, outro ponto negativo – mas que não deve ser levado muito em conta por um motivo que eu vou falar adiante – é que o livro lembra muito (mas muito mesmo) Coração de Cavaleiro, além de terem várias partes espalhadas pelas páginas que recordam acontecimentos de outros livros e filmes. Acho (leia atentamente: acho) que isto se deve a pouca idade do autor. Quando ele começou a escrever Eragon tinha só quinze anos (é a minha idade! Oh, meu Deus! Ainda posso ser uma escritora de sucesso!). Não é uma idade muito... Evoluída para ter idéias originais – falo por experiência própria.   
Ah! E antes de partir para a história, quero dizer que este livro foi uma tremenda covardia porque colocou como tema o meu ponto fraco: dragões. Eu sou viciada nestes seres mitológicos flutuantes, mesmo depois da minha irmã contar que eles não passavam de lenda (que golpe no meu coração... Mas isto já faz muito tempo). Mas isto não importa muito no momento... Vamos ao livro!
Gosto de histórias que já começam na emoção. Duvido que ninguém se prenda a algo assim. Em Eragon, começa com uma emboscada arquitetada pelo lado mal da história: um espectro – que está mais para um demônio – chamado Durza e seus comparsas Urgals – uma espécie de ogro. Eles querem atacar um grupo de elfos que possuem algo que o rei - também maligno – quer muito: um ovo de dragão. Há muitos e muitos anos atrás, dragões não eram raridade em Alagaësia, porém os tempos dos Cavaleiros de Dragões se foram graças a uma traição. Os dragões foram praticamente extintos, mas ainda existem três ovos, sendo que um está no poder dos elfos. O rei pretende manter os ovos consigo, pois assim ele terá total poder sobre os últimos herdeiros de uma raça poderosíssima.
Mas, para a infelicidade do mal, a emboscada não dá certo, pois Arya, uma elfa que você tem que se lembrar para mais tarde, consegue “teletransportar” o ovo para longe. Ela é seqüestrada, porém o ovo foi salvo.
Entra em cena nosso herói, Eragon. Ele caçava na Espinha quando, subitamente, uma pedra azul e brilhante surge na sua frente. Acreditando ser muito preciosa, ele tenta vendê-la, mas sem sucesso. Acaba ficando com ela, porém, depois de certo tempo, a pedra se parte e nasce um filhote de dragão. Eragon agora está ligado ao pequeno serzinho e a um mundo que ele só conhecia através das histórias de Brom, um velho contador de sua aldeia (lembre-se dele durante a saga inteira, é importantíssimo). Agora, com seu dragão Saphira, ele precisa livrar Alagaësia da tirania do rei e de todos os maus que afligem o povo. Neste caminho perigoso até os Varden, uma sociedade secreta contra o rei, Eragon contará apenas com o misterioso Brom, com Arya (eu disse que ela era importante) e com Murtagh, que, apesar de ser muito lindo e simpático, guarda uma sombria história cheia de cicatrizes. Ah sim! E com Saphira, sua inseparável companheira.
Os tempos de Cavaleiros dos Dragões estão voltando, com Eragon encabeçando a história.
Christopher Paolini
Bem, eu já dei minha opinião sobre o livro e já disse que sou apaixonada por dragões, mas tem mais uma coisa que eu quero ressaltar antes do fim. Neste livro, há um personagem que não ganha muito destaque, mas que nos seguintes vai ganhar mais o meu afeto do que o próprio Eragon: é o primo dele, Roran. Não vou falar dele neste livro porque ele praticamente não tem muita importância agora, mas no próximo... Preparem-se para Eldest, o segundo livro. 
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