segunda-feira, 18 de junho de 2012

No dia 18 de junho de 1996...

...Eu nasci!!!

Sim meus caros leitores: hoje é meu aniversário! Na verdade, eu só vim aqui dizer porque sou uma tremenda de uma folgada sem-vergonha e quero um "parabens" de todos vocês (u.u) kkkkkkkk
Não... Estou brincando...
Só quero compartilhar este momento com vocês, tão queridos para mim!

Agora um rápida ficha médica:
Nasci de cesariana às 17h47min, com 3,45 kg e 48 cm.

Gordinha não? kkkkk Ainda acho que eu parecia o "Baby" da Família Dinossauro! kkkkk


Bem... Passou o tempo e agora eu completo 16 anos!

Obrigada a todos que fizeram parte! E que continuemos juntos por muitos outros aniversários!!!


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Eldest, Christopher Paolini


Capa "Eldest"
Título Original:
Eldest
Autor(a):
Christopher Paolini
Origem:
EUA
Tradução:
Heitor Pitombo
Editora:
Rocco
Ano:
2004



Ah... Dragões! Se tem algo que eu amo de paixão são estas criaturas místicas e poderosas... Portanto, nem preciso dizer que eu piro nestes livros não é? Entretanto, esta saga não entra em meus tops porque acho que o autor não estava “maduro” o suficiente para escrever um Best-seller magnânimo e digno de dizer que ele está entre os melhores livros que eu já li. Apesar de seu claro amadurecimento desde Eragon, Christopher Paolini ainda precisa evoluir muito para entrar no meu rank (desculpem os fãs assíduos do autor, mas eu sou bem exigente). Mas eu não quero dizer que odiei a história. Muito pelo contrário: amei! Estou ansiosa pelo último livro, que está previsto para o segundo semestre deste ano (aguenta coração!). Apesar de ter ouvidos alguns rumores que o final deixou a desejar, tenho que lê-lo para ter minha opinião...
Eragon acaba de sair de uma guerra infernal onde foi ferido gravemente... Mas com uma vitória espetacular: após matar o espectro Durza (medo dele), nosso herói-juvenil recebe o carinhoso apelido de Eragon Matador de Espectros. Apesar de ter recebido uma pequena ajuda das nojentinhas Saphira (seu dragão) e Arya (seu amor secreto não tão secreto assim), digamos que o mérito ficou apenas com o Cavaleiro. Ele agora partirá junto com as duas e seu amigo anão Orik para Ellesmerá, a capital dos elfos, para continuar seu treinamento como cavaleiro. Em sua nova parada, Eragon descobrirá algo inesperado: ainda há um dragão e seu cavaleiro vivos.
Uma pausa rápida: lembro nitidamente que eu estava tomando leite com groselha nesta parte do livro... E lembro nitidamente que eu cuspi tudo quando li “e apareceu um dragão dourado com seu cavaleiro” (ou algo do tipo). Meu choque foi tanto que precisei reler o capítulo para ter certeza que não estava ficando louca. E para minha curiosidade dolorosa ficar completa, o capítulo seguinte parte para outro lugar.
Entretanto, minha dor foi apaziguada ao ler sobre Roran, o primo gatinho de Eragon. Se você, que leu Eragon, não faz a menor ideia de quem era ele, um rápido Flashback: Roran era quase um irmão para Eragon, porém resolveu partir da fazenda para tentar uma vida melhor, já que queria se casar com a bela Katrina. Agora, Roran volta para Carvahall e descobre que seu pai foi morto e seu primo fugiu. É possível notar um grande ressentimento da parte de Roran para com Eragon, mas o rapaz tem bom coração, por isso não se deixa entregar ao ódio. Além do que, Roran tem outras preocupações: os Za’Rac, uns monstros canibais bem assustadores, descobrem sua ligação com Eragon e pretendem raptá-lo. Ele até tenta se esconder, mas o pai de Katrina, que o odeia, acaba entregando-o. Mas não se desespere: ele não foi sequestrado. Em seu lugar, foi levada Katrina (ok, agora pode se desesperar).  Roran decide então partir de Carvahall junto com todos os moradores para procurar pelos Varden... E mostra que nasceu para liderar.
Tenho que admitir que fiquei surpresa com Roran, acho que ele representa o verdadeiro amadurecimento do autor. O modo como leva a todos até os Varden mostra que ele é digno de ser um Cavaleiro de Dragão. Merecia um ovo!
Mas voltamos agora para Eragon e seu novo professor, Oromis. Ele é um velhinho muito simpático, diga-se de passagem, e um verdadeiro guerreiro. Apesar de sua enfermidade, ele mostra ser um excepcional cavaleiro. Oromis torna-se o mestre de Eragon e o ensinará a controlar melhor seus poderes de Cavaleiro.
Já o dragão Glaedr, eu não simpatizei muito com ele... Um pouco arrogante, talvez pela convivência com os elfos. Apesar dele não parecer muito, já que a maior parte do tempo em que Eragon treinava, ele e Saphira saiam voando por ai, nos momentos em que ele surgia, mostrava ter um focinho muito empinado...
E houve um momento que eu não entendi muito bem: rolou um clima entre ele e Saphira? Apesar de, no livro, ela dizer que eles eram os últimos dragões e precisavam salvar a espécie (momento tensão), o que queria dizer que ela não sentia nada muito profundo por ele, somente o sentimento de obrigação, ainda assim não conseguia deixar de imaginar os dois como um casalzinho feliz... Acho que foi só impressão...  E, bem, como eu não sou fã da Saphira, não posso deixar de comentar o quanto eu ri quando li sobre o fora que Glaedr deu nela... Aquelas patadas (literalmente) foram boas para ela, assim ela aprende que não é a melhor coisa que já aconteceu em Alagaësia.  
Falando em lado emocional, vejamos a relação entre Eragon e Arya, sendo que esta última é de uma indecisão irritante. Até agora eu não entendo se ela quer ou não ficar com Eragon. Preciso que ela se decida logo, pois esta do “vou não vou” está me irritando profundamente.
Chegamos à conclusão: alguns outros personagens aparecem na trama e ganham seu destaque como Nasuada, a nova líder dos Varden. Mulher decidida, forte, batalhadora, que mostra que chegou para ficar. Ela é uma das minhas personagens favoritas. E apesar de toda a sua obrigação para com o seu grupo, ela não deixa de expressar seus sentimentos... E é claro que eu estou me referindo ao Murtagh (lindo maravilhoso!). É bem óbvio que ela está apaixonada por ele... E mais óbvio ainda que ele a corresponde (só o clima que rolou no livro, já dá para saber).
E não se preocupem, público feminino, não me esqueci de falar sobre Murtagh. Na verdade, algo terrível acontece com ele logo no ínicio do livro: ele é sequestrado pelos Urgals logo após o assassinato de Ajihad e... Não vou contar o que acontece com ele depois (hehehehe). Apenas que Murtagh mostra o quanto seu espírito é forte e resistente: as desgraças que acontecem com ele parecem nunca ter fim!
Outra personagem que ganha espaço é Erva, o bebe abençoado por Eragon e Saphira. Na verdade, Erva foi amaldiçoada pelos dois por um erro na linguagem e agora ela se tornou um escudo contra os sofrimentos das pessoas. Para sua sorte, Erva é acolhida por Nasuada e por Angela, a feiticeira. Erava é uma criança de quatro anos, porém com a mentalidade de uma adulta. Ela me assusta às vezes com sua inteligência e eu a admiro por não ficar bajulando Eragon como todos os outros.
O final do livro é surpreendente! Pensando um pouco agora, era um pouco óbvio, mas foi bem elaborado. Como já disse, Christopher Paolini cresceu muito desde Eragon e continuou em Brisingr, terceiro livro da série. Espero que ele continue assim até Inheritance, a conclusão desta saga.

sábado, 2 de junho de 2012

O garoto no convés, de John Boyne

Capa "O garoto no convés"
Título Original:
Mutiny on the Bounty
Autor(a):
John Boyne
Origem:
Irlanda
Tradução:
Luiz A. de Araújo
Editora:
Companhia das Letras
Ano:
2008


Aos catorze anos de idade, o órfão John Jacob Turnstile perambula pelas ruas de Portsmouth, no sul da Inglaterra, cometendo pequenos furtos. Dois dias antes do Natal de 1787, porém, o que tem início como apenas mais uma delinquência resulta numa série de acontecimentos que mudarão sua vida para sempre. Para escapar da prisão, embarca às pressas num navio da marinha inglesa na função de criado do capitão. Seu plano é fugir na primeira oportunidade, mas o que o aguarda é uma aventura de proporções épicas, na qual não faltarão conflitos entre os membros da tripulação, tempestades, portos exóticos, ilhas paradisíacas e um motim que acabaria por se tornar o mais famoso na história naval.



Primeiramente, quero pedir desculpas aos meus leitores por não postar com tanta frequência quanto gostaria. Ultimamente, as coisas andam bem corridas e estressantes e, até julho, as coisas pretendem piorar. Vou fazer uma postagem bem rápida sobre um livro muito legal, “O garoto no convés”.
John Jacob Turnstile é um órfão de 14 anos que mora em um orfanato e comete pequenos furtos pelo sul da Inglaterra. Entretanto sua vida muda radicalmente (como deve acontecer para o livro render). Uns poucos dias antes do Natal, John pretendia roubar um fidalgo que sempre aparecia em um mercado nas redondezas em que o menino praticava seus crimes quando ele (o fidalgo) chama Turnstile para conversar. Esta conversa revelará um pouco do nosso protagonista, que ele não é um moleque estúpido de rua ou um ignorante. Na verdade, deste dialogo podemos até dizer que Turnstile é ambicioso e “culto”.
Porém, quando fidalgo estava prestes a ir embora, Turnstile reparou que de seu bolso pendia um relógio de ouro. Por um impulso, o menino tentou roubar o objeto, mas foi pego em flagrante por um policial e quase foi massacrado pela população à sua volta que vira o ato. Ele então é preso e levado à um juiz, que o condena a doze meses de cárcere.
Entretanto, logo depois de anunciada a sentença, eis que reaparece o fidalgo fazendo uma proposta à Turnstile: ele poderia se livrar de sua prisão caso aceitasse tronar-se criado do capitão de um navio que partiria naquele mesmo dia. Sem pestanejar, ele aceita e parte para a aventura que mudaria seu destino.
Turntile embarca então no Bounty e lá conhecerá todo tipo de pessoa: desde o “fuinha” Sr. Samuel até o sentimental capitão William Bligh. Este último é uma curiosa figura no livro... Bem, eu não tenho lá muitas informações sobre aquele que seria o motim mais famoso da história, mas até onde eu sabia, o capitão era um ser muito cruel e insensível, que desprezava “Deus e o mundo”. Mas, no livro, ele se mostra bondoso como um avô até mesmo com Turnstile, que se mostra um frouxo assim que entra no navio: desacostumado com o mar, o menino fica muito doente, porém o bom capitão cuida de sua saúde até que ele consiga finalmente se levantar e cumprir com suas obrigações.
Bem! Turnstile está em alto mar e terá problemas com os outros marinheiros... Aparentemente, seu jeito um pouco impertinente não os agradou muito. Mas com o tempo, ele vai ganhando o afeto de uns aqui e outros ali, mesmo que quase ninguém admita. O destino do navio é uma pequena ilha no Pacífico e, durante toda a viagem, grandes confrontos e confusões aguardam nosso pequeno protagonista.
Mas como já sabemos, um motim será organizado contra nosso “vovô” Bligh. Turnstile estará bem no meio do fogo cruzado contando em primeira pessoa como tudo começou e como terminou. O mais surpreendente é o final dele, o que eu achei levemente fantasioso, entretanto era o esperado. O autor, John Boyne, surpreende principalmente pela escolha do seu tema e o desenvolvimento da história. Apesar de sair completamente da realidade, a história é bem empolgante e até mesmo engraçada. Turnstile amadurecerá muito desde o momento em que entra do Bought até o fim de sua viagem e admito: conquistará meu coração adolescente (rs).

P.S.: tenho que dizer que odiei esta resenha. Não escrevi como gostaria, mas como já disse, as coisas estão um pouco complicadas por aqui. Porém, em respeito a quem lê meu blog e com vontade de mantê-lo firme, escrevi mesmo assim. O livro realmente é bom, vale a pena! Beijos da Bibi! ^^ 
P.S.2: esta postagem é em homenagem ao meu amigo Luiz que me emprestou o livro. Muito obrigada Luiz! Adorei! 

domingo, 20 de maio de 2012

A Fúria dos Reis, de George R.R. Martin


Capa "A Fúria dos Reis"
Título Original:
A clash of kings
Autor(a):
George R.R. Martin
Origem:
EUA
Tradução:
Jorge Candeias
Editora:
Leya
Ano:
2011



Um cometa da cor do sangue e fogo atravessa o céu. E a partir da cidade antiga de Dragonstone às margens proibidas de Winterfell, reina o caos. Seis nações lutam pelo controle de uma terra dividida e pelo Trono de Ferro dos Sete Reinos, preparando-se para o embate através de tumulto, confusão e guerra. É um conto em que irmãos conspiram contra irmão e os mortos se levantam no meio da noite. Neste lugar uma princesa se disfarça como um garoto órfão, um cavaleiro espiritual prepara um veneno para uma feiticeira traidora, e homens selvagens descem das Montanhas da Lua para devastar o campo de batalha. Com um pano de fundo de incesto, alquimia e assassinato, a vitória pode chegar aos homens e mulheres possuidores do aço mais frio … e corações mais gelados. Quando há um confronto entre reis, toda a terra treme.

Assustadoramente, este segundo volume foi melhor que o primeiro (em minha opinião, claro), o que eu julgava impossível. Novos personagens ganharão voz e os que já eram P.O.V. vão estar ainda mais “irresistíveis” e surpreendes (ai Jon... *-*).
O primeiro e novo personagem a ganhar voz é Davos Seaworth, um ex-pirata aliado a Stannis Baratheon, irmão mais velho de Robert Baratheon – antigo rei de Westeros. Quando Robert lutava contra Aerys, o Rei Louco, Stannis foi sitiado em Pedra do Dragão. Porém, eis que aparece Davos, carregado de cebolas, que abastece a ilha e impede que Stannis morra de fome. Este episódio rende à Davos o apelido de Cavaleiro das Cebolas. Depois que Stannis vence a sua guerra, ele acolhe Davos, porém corta-lhe os dedos como punição pelos seus crimes de pirataria. Inacreditavelmente, isto só faz com que Davos fique ainda mais leal à Stannis. Agora, Davos é o principal conselheiro de Stannis nesta guerra que assola Westeros. Por ser o irmão mais velho de Robert, Stannis reclama o Trono de Ferro para si mesmo, assim como seu irmão mais novo Renly.
Stannis também contará em seu “conselho” com a mulher vermelha, Melisandre. Seguidora da nova religião do Deus Vermlho, R’hollor, Melisandre lembrou-me muito os inquisidores da Idade Média com sua intolerância às outras religiões e seu jeito macabro e misterioso de ser. Logo no prefácio, Melisandre mostra que chegou para aterrorizar que se coloca em seu caminho (pobre Meistre...). Ela guiará Stannis nesta batalha, dizendo que ele foi o cavaleiro escolhido por R’hollor para representá-Lo em Westeros. Não preciso dizer que eu não gosto dela não é? Aquela mulher é uma bruxa assustadora e ignorante (o que me irrita profundamente...). Ela não é P.O.V., mas é importante...
Além de Davos, quem também ganha voz é Theon Greyjoy. Em vários comentários sobre o livro que eu leio por ai (e eu leio muito sobre os livros d’As Crônicas), eu vi que Theon caiu no gosto popular... Eu não sei o que veem nele, porque eu, pessoalmente, odeio Theon com todas as minhas forças! Para mim, ele é um serzinho fútil e pervertido que não sabe o que quer da vida e que só faz cagada! Somente em uma parte eu fiquei solidarizada com ele: quando Theon finalmente volta para as Ilhas de Ferro com uma proposta do Rei do Norte Robb, ele tem uma grande decepção com seu pai que parece culpá-lo pela sua ausência. Além do seu pai, Theon também sofrerá nas mãos de Asha, sua irmã pretensiosa. Apesar de eu admirar muito a força e coragem de Asha, ela me irrita mais do que Theon com suas esnobações para cima do coitado... Se formos ver, os Greyjoy são uma família de problemáticos irritantes. Não gosto deles... Mas, tirando a minha opinião, os Greyjoy ganharão mais destaque neste livro.
Falando no Robb, vejamos como está Catelyn: na mesma. Continua sofrendo pela morte do marido, pela perda das filhas, pelo destino do seu filho mais velho, pela saudade dos mais novos... Porém, desta vez, Catelyn finalmente parece que vai se mexer para alguma coisa: como já sabemos, Renly Baratheon também está reivindicando o Trono de Ferro. Como o interesse de Robb Stark não é Westeros completo, mas só o Norte, ele irá propor através de sua mãe uma aliança. Catelyn então viajará até o acampamento de Renly, onde verá que ele fez um pacto com os Tyrell cansando-se com Margarye Tyrell, irmã do Sor Loras (o Cavaleiro das Flores). Neste volume, Margarye não será muito relevante, mas nos próximos... Bem, deixemos isso para outra postagem.
Nesta viagem, Catelyn conhecerá Brienne de Tarth, a Beleza. Ela é caracterizada como uma mulher feia e estranha, mas uma ótima cavaleira e espadachim. Quando Catelyn chega, uma luta entre ela e Sor Loras acaba de ser concluída, com Brienne saindo vencedora e pedindo como recompensa um lugar na guarda real de Renly. Não será exatamente neste momento, mas um laço de amizade e lealdade se formará entre Catelyn e Brienne, que será de grande importância para o resto da historia... Por isso, atenção nas duas.
E aproveitando que estamos falando dos Starks, vejamos como estão os pequenos lobos. Arya conseguiu fugir de Porto Real passando-se por um menino órfão com os novos recrutas da Guarda da Noite. O plano original seria que Arya ficasse em Winterfell no meio do caminho, porém alguns contratempos fizeram com que Arya tornasse prisioneira em Harrenhal. Mas Arya é esperta e tem amigos, como Gendry e o misterioso Jaqen H’ghar (fala sério: a Arya tem uma sorte do caramba! Dois bonitões numa tacada só!), que a ajudarão a voltar para casa... Ou naão.
Sansa continua na corte do Joffrey. Apesar de ela ser uma songa-monga, ela sofrerá horrores nas mãos daquele monstro loiro e sádico. Ela está levemente (bem levemente) mais esperta, mas ainda crê em histórias românticas e que seu príncipe encantado irá salvá-la... Será que esta tonta não enxerga que ela precisa se mover para sair de lá?
Bran, agora regente de Winterfell, se mostra mais esperto que sua irmã mais velha, porém ainda está com grandes problemas com sua nova condição paralítica e com seus sonhos. Entretanto, Bran não ficará mais sozinho: chegam ao castelo os irmãos Reed, Meera e Jojen, ainda mais misteriosos e suspeitos que Jaqen H’ghar. Eu sei que eles escondem alguma coisa de Bran, alguma história que renderá um ótimo capítulo... Mas deixando as suposições de lado, vamos falar sobre o que nos foi mostrado até agora: Jojen tem um poder muito estranho, que ele denomina sonhos verdes. É como se ele pudesse prever o futuro através de sonhos confusos. Jojen então ajudará Bran a entender quem é este corvo de três olhos que aparece nos sonhos do menino e os sonhos em que Bran se vê na forma de lobo... Aparentemente, estes sonhos são normais, mas segundo Bran, eles são nítidos demais para simples sonhos.
Não podemos esquecer também o meio Stark, Jon Snow. Ele agora está além da Muralha, atrás dos selvagens que estão se organizando “sob os estandartes” de Mance Rider, que se denomina o Rei-para-além-Muralha. Entretanto será nesta fase que Jon começará a se perguntar se fez a coisa certa ao entrar para a Patrulha... Ele também começará a sentir uma falta imensa de Winterfell e de sua família, principalmente de seu pai. Mas algumas coisas boas acontecerão com Jon... Ele finalmente conhecerá alguém que fará seu coração bater mais forte (não é o Sam).
 Mas vamos descer agora para um lugar mais quente: a corte de Joffrey. O moleque está pirando no Trono de Ferro: como se já não bastasse ele ser mimado e sádico, agora o poder subiu à sua cabeça e ele está fora de controle, até mesmo de sua mãe e de seu tio. Bem, nem preciso dizer que Tyrion está cadê vez melhor. Ele é disparado o melhor e mais inteligente personagem dos livros. Agora Mão do Rei, Tyrion usará toda a sua sagacidade para manter Joffrey no trono, apesar de não esconder a repulsa que sente do sobrinho. Ele está imperdível neste volume, mostrando que chegou para “botar ordem na casa” (apesar de isso ser impossível até mesmo para ele, já que todos, até mesmo a Rainha Regente Cersei, estão contra ele). Falando na Cersei, só um comentário: está mais bruxa que antes.
E por fim, a Mãe dos Dragões: Daenerys Targaryen, Primeira de Seu Nome, Nascida da Tormenta e blábláblá. Depois da morte do Drogo e de todas as traições, Dany seguirá com seu pequeno (e bota pequeno nisso) khalasar em busca de apoio para se reestruturar e de um exército para tomar o Trono de Ferro que é seu por direito. Após quase morrer ao atravessar um deserto, Dany encontra a grande e rica cidade de Qarth, onde conhecerá Xaro Xhoan Daxos, um comerciante rico que quer se casar com Dany só pelos dragões. Dany sabe que agora que a noticia do surgimento de dragões atrairá interesseiros e golpistas como abutres sobre carniça, por isso ela precisará usar toda a maturidade que ganhou para se livrar deles. Mas claro, ninguém consegue viver sozinho: Dany pode contar com Sor Jorah, que neste volume, começa a mostrar que esconde alguma coisa obscura... Eu sei o que é, mas nem pretendo contar. Rs
Perfeito? Não... Este volume foi quase perfeito. A única coisa que o impediu foi Robb não ter se tornado um P.O.V. Meu Deus! Ele é o rei do Norte! Ele merecia um pouco mais de destaque... Mas tirando este pequeno detalhe, A Fúria dos Reis é imperdível! Ele me surpreendeu, assustou, intrigou, emocionou, irritou, confundiu e “impacientou”. Quando o livro terminou, a primeira coisa que eu disse foi: “Quando sai o terceiro volume?”. George R.R. Martin é um gênio, é a única coisa que eu posso dizer dele. E ele deve tomar alguma água suspeita para conseguir criar uma trama tão... Tão... Maravilhosa. O único inconveniente é que ele demora demais para escrever. Pô, Martin! Acelera aí! RSS

sexta-feira, 11 de maio de 2012

De punhos cerrados, de Pedro Bandeira


Capa "De punhos cerrados"
Título Original:
De punhos cerrados
Autor(a):
Pedro Bandeira
Origem:
Brasil
Tradução:
Nacional
Editora:
Rocco
Ano:
2005



Faz tempo que este livro esta aqui, parado... Mas a verdade é que eu estava com uma preguiça de escrever sobre ele! Kkkkk Mas hoje eu tomei coragem e vim comentar sobre ele!
Bem, este é um livrinho infanto-juvenil para os momentos “não-estou-a-fim-de-fazer-nada-mas-quero-dar-algo-à-minha-mente”. A história gira em torno de Eduardo, apelidado de Caramujo. Fechado em seu próprio mundo, Caramujo não se relaciona com ninguém da escola... Mas os alunos mal sabem de sua paixão: cavalos, herança de sua mãe que crescera em uma fazenda no cerrado goiano.
Entretanto, um dia sua vida virou de cabeça para baixo quando o diretor chama Caramujo para sua sala e começa a frase com: “Meu filho, sente-se. Precisamos conversar.”. Eduardo logo vê que tem algo errado.
Infelizmente, seus pais sofreram um acidente grave de carro. Eduardo agora estava sozinho...
Ou quase.
Ele passaria a morar com sua avó materna em Goiás em seu grande latifúndio “Encantado”. É claro que Eduardo detestou a ideia e detestou ainda mais quando conheceu o Velho Santinho, um senhor de díade muito simpático e alegre que passará a ser o “mentor” de Caramujo... E colocará um novo apelido nele: Garrote. Entretanto, para piorar a situação, quando finalmente conhece sua avó, Garrote fica surpreso: Nhá Nana, como era conhecida, não lembrava em nada a mãe doce e gentil do menino. Ela era uma mulher cruel e rígida, que não se importava com mais nada além de sua fazenda.
Eduardo terá que enfrentar tudo, até mesmo a própria parenta, para sobreviver nesta nova realidade. Mas claro: ele pode contar com o Velho Santinho, que tem uma paciência impressionante com ele, e com a Ritinha, uma menina doce da fazenda que desperta algo até então desconhecido nele...
 Uma história bonitinha, de pré-adolescentes. Comentei porque o livro é do Pedro Bandeira, meu eterno ídolo, que me despertou o amor pelos livros. A história não é ruim, tem uma boa trama e é criativa. Se você tiver um tempinho, dê uma rápida lida... Em uma viagem de metrô você termina o livro (kkkkkkk).
Bem, meus leitores, esta foi uma postagem rápida. Amanhã trarei outro livro!

Xoxo

Bibi 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Selinho (ou meme)

Olá, meus leitores! Hoje eu recebi um selinho do blog Um Bestseller pra Chamar de Meu ou um meme, como ela diz em seu blog! Obrigada, Adriana!


Agora, eu preciso responder a algumas perguntas. Vamos lá!

1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
Bem, eu sempre tive vontade de criar um blog, mas nunca tinha um assunto muito bom... Mas então, um dia eu estava procurando "sabe-Deus-o-que" no Google e encontrei um blog superlegal sobre livros. Me inspirei e criei o "Abrindo os livros..."

2. Origem do nome do seu blog.
Foi o nome que me veio à mente! kkkkkkkkk

3.Você tem outros blogs além deste?
Tenho um chamado Hearth's Queen, onde eu publicava algumas da minha redações (narrativas). Mas ai eu não tinha tempo para passar as histórias para o computador, então ele ficou meio abandonado...

4. Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
Já... Muitas vezes. Não por preguiça ou por ter outras coisas para fazer, mas porque, quando eu fico chateada, tenho um "sensor de autodestruição" (rsrsrsrs...). Quando eu fico triste, penso em me desconectar do mundo... Ou simplesmente me punir por sentir estas coisas... Então vou me excluindo de tudo. Recentemente (ontem rs), eu pensei em excluir o blog por ter ficado muito magoada com uma atitude minha, mas o selinho da Adriana me inspirou a escrever um pouco mais... Eu sei que parece loucura, mas eu sou assim. XD

5. Mande uma mensagem para os seus seguidores.
Rss... Meu blog não é assim tão popular... Acho que dos meus 45 seguidores, uns cinco devem olhar meu blog de vez em quando... Eu não os culpo, há coisas mais interessantes para olhar (u.u). Mesmo assim, queria agradecer pela consideração de todos, pelos comentários, pelas sugestões e pelas críticas. Quero dar um "alô" especial para alguém anonimo que criticou uma resenha minha e dizer que eu agradeço pela opinião, mas que, dá próxima vez, por favor: diga seu nome. Eu não vou ficar brava por ser criticada. Não sou perfeita. Enfim... Um beijo para todos vocês que leem meu blog!

Sobre o blogueiro:
Uma música: Love is war - Scorpions
Um livro: A Guerra dos Tronos - George R.R. Martin (mas considere toda a saga rs)
Um filme: We are Marshall
Um hobby: ler... (isso era meio óbvio não é?)
Um medo: escuro
Uma mania: se desligar do mundo quando estão falando comigo
Um sonho: minha vida dar certo
Não consigo viver sem: meus livros, meus amigos, minha família, minha imaginação
Tem coleção de alguma coisa? Pode ser de livro?
Gostaria de fazer alguma pergunta aos próximos participantes? Acho que já invadi demais a privacidade deles né? kkkkk
Do que mais gosto no meu blog? Do cabeçalho, fiz o blog pensando nele rsss

Indico os 13 blogs:
Acordei com vontade de ler
Apaixonada por papel
Coisas de Meninas
Eu Amo Os Livros
Leitura com Cappuccino
Leitora It
Lost Girly Girl
Loucosss por LIVROS e FILMES
Manuscrito de Cabeceira
Na Toca com a Coruja
Na trilha dos livros (agradecimento especial a este blog, pois inspirou o meu)
O Clube da Meia-Noite
Roubando livros

Bem, espero que gostem dos blogs e estes gostem do selinho!

xoxo

Bibi =^.^=

sábado, 28 de abril de 2012

Labirinto, de Kate Mosse


Capa "Labirinto"
Título Original:
Labyrinth
Autor(a):
Kate Mosse
Origem:
Inglaterra
Tradução:
Fernanda Abreu
Editora:
Suma das Letras
Ano:
2005



Em Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Será preciso grandes sacrifícios e muita fé para garantir a segurança do segredo do labirinto – um segredo que remonta a milhares de anos, e aos desertos do antigo Egito…
Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre por acaso dois esqueletos. Dentro da tumba escondida onde repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malevolência impressionante, e começa a entender que, por mais impossível que pareça, de alguma forma ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Mas já é tarde demais, Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos que é incapaz de controlar, e que seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos antes.

Idade Média na França. Foi um tremendo golpe baixo... Além de muitos mistérios, segredos e perigos. Não tinha como ficar fora dos meus Tops. Agradeço à minha professora de gramática por me emprestar este livro!
Alice Tanner faz parte de uma equipe de escavação a pedido de sua amiga Shelagh O’Donnel (não faço a menor ideia de como se pronuncia...) apesar de não ser uma arqueóloga. Sozinha, no alto de uma montanha no seu último dia de trabalho, ela parece ter finalmente encontrado algo que valesse a pena investigar: algo brilhante embaixo de uma enorme pedra. Porém, quando finalmente consegue retirar o misterioso objeto, a pedra se desloca e cai, revelando uma caverna escondida. Apesar de saber que deveria comunicar Shelagh sobre a descoberta, Alice sente-se atraída para a caverna e entra.
Descobre então que, na verdade, a caverna é uma câmara. Dentro dela, há o desenho de um labirinto... E dois esqueletos. Chegando mais perto dos ossos, Alice encontra então um anel com o desenho do mesmo labirinto gravado. Subitamente, um choque faz com que ela tenha algumas visões estranhas com outra pessoa... Alguém que viveu muitos anos atrás...
A história retorna oitocentos anos antes, contando agora sobre Alaïs que, apesar de seus dezessete anos, é muito inteligente, corajosa e forte. No momento em que a história começa a narrar sobre a moça, Alaïs levantou-se em uma manhã, sem acordar seu marido Guilhem Du Mas (atenção nele...), e sai para recolher ervas. Porém, enquanto recolhia suas plantas cuidadosamente, Alaïs encontra um corpo. Misteriosamente, tudo o que o cadáver perdera fora seu polegar. Assustada, Alaïs corre para contar a seu pai, o intendente Pellitier, que fica muito nervoso com a história. Bertrand Pellitier então analisa o corpo e fica mais calma ao ver que não se tratava de um antigo amigo dele, porém Alaïs fica com “a pulga atrás da orelha”: seu pai escondia alguma coisa...
Na volta, Alaïs para em uma barraca de queijo quando é surpreendida por um grande amiguinho seu: Sajhe, neto de uma amiga da moça. Sajhe pode não parecer muito importante no começo, mas ele será importantíssimo para a história. Mais do que importante, ele é crucial. Ele é a chave para a maior parte dos mistérios da história... É um menino de nove anos muito esperto e simpático, que respeita e admira muito Alaïs.  
Mas enquanto Alaïs e Sajhe conversavam, um mensageiro chega à Carcassona, cidade medieval onde morava a protagonista. Ele trazia uma grave notícia para o visconde Trencavel que dizia basicamente o quanto o papa estava decepcionado pela tolerância do visconde com os bons homes (uma nova ordem religiosa). Pelas notícias que o mensageiro trazia, tudo indicava que Carcassona entraria em uma guerra “santa” sangrenta.
Infelizmente, as más notícias não paravam por aí: naquele mesmo dia, Pellitier recebera uma mensagem de Harif (outro personagem crucial) dizendo que a Trilogia do Labirinto precisava ser reunida. E você pergunta: quem é Harif e o que é a Trilogia do Labirinto? Definindo em poucas palavras para você não ficar muito perdido: Harif é o chefe supremo da organização secreta a qual Pellitier faz parte e a Trilogia guarda o verdadeiro segredo do Graal, aquele que poderia dar a vida eterna... Entretanto, com a ameaça da guerra, Pellitier fica dividido entre seus deveres como intendente e seus juramentos com a organização. Além do que, Pellitier sabe que corre risco de vida, por isso precisa de alguém em quem confiar para entregar o livro que ele guarda caso alguma coisa aconteça com ele. Adivinha quem ele escolhe? Obviamente que se trata de Alaïs.
Mas, não podemos esquecer de falar sobre Oriane, irmã mais velha de Alaïs. Ela é uma mulher gananciosa, invejosa, que fará de tudo para conseguir alcançar o que quer, até mesmo retirar de seu caminho sem piedade a própria irmã. Oriane se mostrou a personagem mais desprezível e asquerosa que eu já conheci em livros... Ela conseguiu superar Guinever em “As Brumas de Avalon”. Cuidado com ela...
Voltamos para o nosso presente: Alice é encontrada pela sua amiga Shelagh desmaiada dentro da caverna. Porém, por não ter comunicado a descoberta da caverna, Alice se coloca em uma grande confusão: até mesmo a polícia é chamada para investigar os esqueletos e o labirinto. Entretanto, uma curiosa figura aparece: Authié.  Alice sente que há algo errado com ele na mesma hora que o vê. Mal sabe ela que Authié na verdade trabalha para uma perigosa mulher que estava à procura desta caverna e quer desvendar mistérios de muito tempo atrás... E para alcançar seu objetivo, é capaz de tudo (isto soa familiar?).
Mesmo sem querer, Alice está diretamente envolvida com o labirinto e com o que ele representa. Sua vida agora corre perigo, já que ela se encontra no caminho da perigosa mulher... Mas Alice pode contar com um homem muito misterioso, Baillard, mesmo que os dois nunca tenham se encontrado.
É uma questão de vida e morte que Alice descubra os mistérios do Graal. 
Diga se não é “a” história?! O único inconveniente é que o livro criou muitos mistérios para serem resolvidos bem no final, o que o tornou muito confusão... Porém prende o leitor do começo ao fim! Eu só não o li mais rápido, porque houve uma semana de provas depois que eu recebi o livro e precisei dar uma parada. Meus mais sinceros agradecimentos à autora, Kate Mosse, por me levar da Idade Média (minha época favorita) à atualidade por uma teia de segredos e mistérios e me fez sentir varas coisas. A única coisa que eu não gostei muito foi o par o romântico de Alaïs no final... Ela deveria ter ficado com quem sempre esteve ao lado dela, em quem ela podia confiar... Mas tenho que admitir: a escolha de Alaïs demonstrou amá-la verdadeiramente. Muito bonito...

domingo, 22 de abril de 2012

Xógum, de James Clavell

Título Original:
Shogun
Autor(a):
James Clavell
Origem:
EUA
Tradução:
Jaime Bernardes
Editora:
Sextante
Ano:
1975


Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Xógum é uma fascinante saga sobre o universo mítico dos samurais e das gueixas, numa trama ágil que une política, religião, guerra e romance.
Ambientado nos anos 1600, época das grandes navegações e das conquistas de novos mundos, o livro narra a trajetória do piloto inglês John Blackthorne. Depois de quase dois anos embarcado no navio Erasmus, ele aporta na costa do Japão dividido diante da disputa pela posição de xógum, a mais importante autoridade militar do país.
Em meio a intrigas e traições, Blackthorne se aproxima do poderoso senhor feudal Toranaga, tomando parte em um intrincado jogo de poder entre as forças conflitantes da época: daimios, samurais, jesuítas e comerciantes.
Com o tempo, uma estranha relação de confiança se estabelece entre os dois homens e uma paixão proibida nasce entre o inglês e sua intérprete, Mariko. Casada com um dos mais cruéis capitães do feudo, ela se vê dividida entre suas obrigações, suas crenças e seus sentimentos.
Tentando manter-se vivo apesar da hostilidade dos nativos, Blackthorne vai pouco a pouco se envolvendo com as tradições locais, enquanto o próprio Japão começa a perder sua identidade com a invasão dos jesuítas e a abertura ao mundo ocidental.
James Clavell conduz o leitor com notável habilidade narrativa ao longo desse emocionante épico que expõe as terríveis implicações por trás das palavras amor, poder, virtude e honra milenar na cultura japonesa.


Este é o livro mais longo que eu já li. Com impressionantes 1039 páginas, Xógum contará a saga de um piloto inglês na terra dos samurais e das gueixas. Demorei mais de um mês para terminar, principalmente porque depois de um tempo o livro mais enrolava do que contava a história propriamente dita, o que me cansou demais. Mas tirando o cansaço, o livro é muito bom! O assunto é diferente, não é o velho clichê das historias europeias e norte-americanas. É bom também ressaltar que o livro irá, no inicio, lembrar muito ao leitor o filme “O Último Samurai”. Depois, cada um vai para um lado e não tem mais “nada a ver”...
O navio Erasmus do capitão inglês John Blackthorne naufraga perto da costa japonesa depois de uma forte tempestade. Os poucos sobreviventes, entre eles o próprio capitão, são feitos prisioneiros por um samurai, Omi-san (san é uma forma de tratamento japonesa). Eles são mantidos prisioneiros em um buraco apertado e fétido, até que o daymio de Omi-san, Yabu-san chega e resolve executar um dos sobreviventes (até agora eu não entendi o motivo, só sei que o pobre rapaz foi cozinhado vivo enquanto o sádico do Yabu se deliciava com seus gritos). A partir daí, é possível notar uma inimizade entre Blackthorne e Yabu até o fim da história.
Entretanto, havia um espião entre Yabu e seus homens, que relatou o aparecimento dos estrangeiros para um grande daymio e aspirante a Xógum (o líder máximo militar dos japoneses), Toranaga. Este último interrogará Blackthorne através de um padre jesuíta, mas o interrogatório termina quando aparece outro aspirante a Xógum e inimigo de Toranaga, Ishido. Para livrar Blackthorne de Ishido, Toranaga o prende. Na prisão, Blackthorne conhece um padre que o ensinará a falar o japonês básico e dá-lhe algumas informações sobre a atual situação do Japão.
Alguns dias depois, Ishido tira Blackthorne da prisão, porém os homens de Toranaga aparecem e o levam para outra entrevista, desta vez com a belíssima Mariko como tradutora. Atenção nela, porque... Bem, só pelo “belíssima” já deu para entender que Blackthorne e ela terão um caso amoroso, mesmo Mariko sendo casada com um grande samurai (bruto), Buntaro.
Muitas disputas ocorrerão entre Toranaga e Ishido. Uma delas é quando o conselho de regentes do Japão decide que Toranaga deveria cometer seppuku, ou seja, se suicidar (um dos costumes japoneses, onde a pessoa mostra devoção e dignidade). Para escapar do destino, Toragna resolve fugir, fantasiado de mulher, mas, durante a fuga, Blackhorne nota a farsa. Depois, no meio do caminho para escapar, Toranaga é interceptado pro Ishido que desconfiava do plano. Porém, num impulso, Blackthorne arruma um jeito de livrar Toranaga da captura. Um laço de confiança se estabelece entre os dois homens, o que será crucial para a sobrevivência de Blackthorne em uma terra tão diferente da sua.
Apesar de a história ser bem longa, não contarei mais detalhes sobre o “enredo”, afinal, resumo na internet é o “fim da picada” (apesar de já ter postado um resumo, mas foi para um bem maior).
Xógum trará elementos de uma cultura extraordinária através da visão europeia – Blackthorne. Isto pode parecer um pouco clichê ou preconceituoso, mas ajuda muito o leitor a entender a sociedade japonesa, já que estamos tão acostumados com visões ocidentais. Misturando material histórico e fictício, James Clavell foi um gênio ao criar este romance. Só acho que ele poderia ter enxugado um pouco a história e ter tirado alguns pontos muito repetitivos.
Uma dica: leia o livro quando já estiver enjoado(a) das boas e velhas historias ocidentais. Xógum irá te surpreender. Você não olhará mais o Japão do mesmo jeito...    

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A linguagem das flores, de Vanessa Diffenbaugh

Capa "A linguagem das flores"
Título Original:
The Language of Flowers
Autor(a):
Vanessa Diffenbaugh
Origem:
EUA
Tradução:
Fabiano Morais
Editora:
Arqueiro
Ano:
2011



Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.

Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.
Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram.

Olá, meus leitores! Sentiram minha falta? Rs
Hoje vou comentar sobre um livro bem tranquilo, para você ler quando estiver naquele seu momento “água-com-açúcar”: A linguagem das flores.
A história terá como protagonista a insociável Victória Jones. Abandonada pela mãe assim que nasceu, Victória é jogada de família em família para ver em qual melhor de habitua, mas seu gênio teimoso e sua “repulsa” por pessoas a impede de ser adotada por alguma, até que finalmente ela encontra alguém que está disposta a criá-lo como filha.
Aos oito anos, Victória fica sob a proteção de Elizabeth, dona de um vinhedo e uma amante de flores. Tudo indicava que Victória também conquistaria a antipatia de Elizabeth, mas parecia que a mulher estava convicta que conquistaria a complicada menina e faria de tudo para conseguir sua confiança.  Foi através das flores e seus significados secretos que Victória se afeiçoou a Elizabeth, desejando assim que esta última a adotasse.
Mas eis que Elizabeth tinha uma história complicada com sua irmã Catherine: as duas sempre foram muito próximas, principalmente porque Elizabeth não era muito querida por sua mãe. As irmãs eram inseparáveis , porém algo se intropôs nesta forte relação: Elizabeth amava um homem, mas Catherine “fura-olho” ficou grávida dele. Magoada e furiosa, Elizabeth cortou relações com Catherine e por anos nunca sequer a viu, mesmo depois que Catherine deu à luz a um menino, Grant (atenção nele, ele é importante).
Depois que Victória passou a morar em sua casa, Elizabeth começou a sentir falta de sua irmã porque Jones lembrava-a de seus tempos de criança e amizade com Catherine. Um novo sentido apareceu em sua vida: Elizabeth queria se reconciliar com a irmã para assim todos viverem em família. Entretanto, Victória não gostou muito de sua obcessão por Catherine e bolou um plano para que Elizabeth voltasse a ficar furiosa com a irmã.
Para deixar um suspense no ar, pularemos para a próxima etapa da vida de Victória, quando ela completa 18 anos e tem que se virar sozinha, já que não tem mais ninguém.
Sem emprego ou um lugar para morar, Victória começa a dormir em um jardim que ela mesma cultiva em um parque, porém, depois de alguns dias, a fome começa a tomar conta e ela parte atrás de algum trabalho. Foi então que ela conheceu Renata, dona de uma floricultura. Victória impressiona Renata com seus conhecimentos sobre as flores e esta última a chama para ser sua “assistente”. Victória consegue também um quarto alugado, que pertence à irmã de Renata. Finalmente parecia que Victória estava conseguindo colocar sua vida nos eixos até...
Um dia, Renata leva Victória para o mercado de flores onde ela precisa comprar alguns pedidos para sua loja. No mercado, Victória encontra um misterioso homem vendedor de flores que lhe oferece uma margarida. Victória, em resposta, dá-lhe uma flor chamada rododendro (cujo significado ensinado por Elizabeth era cuidado). Ela sabia que o homem não entenderia o recado, pois pouquíssimas pessoas sabiam que as flores tinham significados. Porém, quando voltou ao mercado de flores, Victória teve uma grande surpresa: o homem misterioso entregou-lhe um visco, cujo significado era eu supero todos os obstáculos.
Jones é lançada para seu passado e agora terá que encarar seus temores de frente, pois o homem misterioso era ninguém menos do que Grant, filho de Catherine.
 A história pode até parecer bem fraquinha... E é mesmo. Mas ela é bonita e não há como olhar para as flores do mesmo modo. A história é em primeira pessoa (ou seja, Victoria que narra sua vida) e intercala o passado, quando ela viveu com Elizabeth, e o presente, quando ela tem dezoito anos. A única coisa que me irrita em Victória é seu medo de se relacionar. “Pelo amor de Deus, mulher! Se entrega de uma vez!” Rs. A história realmente vale a pena, não para uma grande leitura, mas só para passar o tempo... Esta autora, Vanessa Diffenbaugh, apesar de não ser muito famosa (e convenhamos, não muito habilidosa) teve uma ideia muito diferente e original. Gostei do livro.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Meus leitores...

... Quero pedir desculpas pela demora para uma nova postagem. Ultimamente, está um pouco difícil para eu fazer qualquer coisa. Com tantas provas, cursos e problemas psicológicos (rs), estou me sentindo um caco. Porém, prometo que em breve, vou voltar a postar.

Agradeço a todos vocês que me seguem!

xoxo

Gabi C.

=^.^=
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