Olá, meus leitores! Hoje eu recebi um selinho do blog Um Bestseller pra Chamar de Meu ou um meme, como ela diz em seu blog! Obrigada, Adriana!
Agora, eu preciso responder a algumas perguntas. Vamos lá!
1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
Bem, eu sempre tive vontade de criar um blog, mas nunca tinha um assunto muito bom... Mas então, um dia eu estava procurando "sabe-Deus-o-que" no Google e encontrei um blog superlegal sobre livros. Me inspirei e criei o "Abrindo os livros..."
2. Origem do nome do seu blog.
Foi o nome que me veio à mente! kkkkkkkkk
3.Você tem outros blogs além deste?
Tenho um chamado Hearth's Queen, onde eu publicava algumas da minha redações (narrativas). Mas ai eu não tinha tempo para passar as histórias para o computador, então ele ficou meio abandonado...
4. Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
Já... Muitas vezes. Não por preguiça ou por ter outras coisas para fazer, mas porque, quando eu fico chateada, tenho um "sensor de autodestruição" (rsrsrsrs...). Quando eu fico triste, penso em me desconectar do mundo... Ou simplesmente me punir por sentir estas coisas... Então vou me excluindo de tudo. Recentemente (ontem rs), eu pensei em excluir o blog por ter ficado muito magoada com uma atitude minha, mas o selinho da Adriana me inspirou a escrever um pouco mais... Eu sei que parece loucura, mas eu sou assim. XD
5. Mande uma mensagem para os seus seguidores.
Rss... Meu blog não é assim tão popular... Acho que dos meus 45 seguidores, uns cinco devem olhar meu blog de vez em quando... Eu não os culpo, há coisas mais interessantes para olhar (u.u). Mesmo assim, queria agradecer pela consideração de todos, pelos comentários, pelas sugestões e pelas críticas. Quero dar um "alô" especial para alguém anonimo que criticou uma resenha minha e dizer que eu agradeço pela opinião, mas que, dá próxima vez, por favor: diga seu nome. Eu não vou ficar brava por ser criticada. Não sou perfeita. Enfim... Um beijo para todos vocês que leem meu blog!
Sobre o blogueiro:
Uma música: Love is war - Scorpions
Um livro: A Guerra dos Tronos - George R.R. Martin (mas considere toda a saga rs)
Um filme: We are Marshall
Um hobby: ler... (isso era meio óbvio não é?)
Um medo: escuro
Uma mania: se desligar do mundo quando estão falando comigo
Um sonho: minha vida dar certo
Não consigo viver sem: meus livros, meus amigos, minha família, minha imaginação
Tem coleção de alguma coisa? Pode ser de livro?
Gostaria de fazer alguma pergunta aos próximos participantes? Acho que já invadi demais a privacidade deles né? kkkkk
Do que mais gosto no meu blog? Do cabeçalho, fiz o blog pensando nele rsss
Indico os 13 blogs:
Acordei com vontade de ler
Apaixonada por papel
Coisas de Meninas
Eu Amo Os Livros
Leitura com Cappuccino
Leitora It
Lost Girly Girl
Loucosss por LIVROS e FILMES
Manuscrito de Cabeceira
Na Toca com a Coruja
Na trilha dos livros (agradecimento especial a este blog, pois inspirou o meu)
O Clube da Meia-Noite
Roubando livros
Bem, espero que gostem dos blogs e estes gostem do selinho!
xoxo
Bibi =^.^=
quinta-feira, 3 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Labirinto, de Kate Mosse
| Capa "Labirinto" |
Labyrinth
Autor(a):
Kate Mosse
Origem:
Inglaterra
Inglaterra
Tradução:
Fernanda Abreu
Fernanda Abreu
Editora:
Suma das Letras
Suma das Letras
Ano:
2005
Em Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Será preciso grandes sacrifícios e muita fé para garantir a segurança do segredo do labirinto – um segredo que remonta a milhares de anos, e aos desertos do antigo Egito…
Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre por acaso dois esqueletos. Dentro da tumba escondida onde repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malevolência impressionante, e começa a entender que, por mais impossível que pareça, de alguma forma ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Mas já é tarde demais, Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos que é incapaz de controlar, e que seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos antes.
Idade Média na França. Foi um tremendo golpe baixo... Além
de muitos mistérios, segredos e perigos. Não tinha como ficar fora dos meus
Tops. Agradeço à minha professora de gramática por me emprestar este livro!
Alice Tanner faz parte de uma equipe de escavação a pedido
de sua amiga Shelagh O’Donnel (não faço a menor ideia de como se pronuncia...)
apesar de não ser uma arqueóloga. Sozinha, no alto de uma montanha no seu
último dia de trabalho, ela parece ter finalmente encontrado algo que valesse a
pena investigar: algo brilhante embaixo de uma enorme pedra. Porém, quando
finalmente consegue retirar o misterioso objeto, a pedra se desloca e cai,
revelando uma caverna escondida. Apesar de saber que deveria comunicar Shelagh
sobre a descoberta, Alice sente-se atraída para a caverna e entra.
Descobre então que, na verdade, a caverna é uma câmara.
Dentro dela, há o desenho de um labirinto... E dois esqueletos. Chegando mais
perto dos ossos, Alice encontra então um anel com o desenho do mesmo labirinto
gravado. Subitamente, um choque faz com que ela tenha algumas visões estranhas
com outra pessoa... Alguém que viveu muitos anos atrás...
A história retorna oitocentos anos antes, contando agora
sobre Alaïs que, apesar de seus dezessete anos, é muito inteligente, corajosa e
forte. No momento em que a história começa a narrar sobre a moça, Alaïs
levantou-se em uma manhã, sem acordar seu marido Guilhem Du Mas (atenção
nele...), e sai para recolher ervas. Porém, enquanto recolhia suas plantas
cuidadosamente, Alaïs encontra um corpo. Misteriosamente, tudo o que o cadáver
perdera fora seu polegar. Assustada, Alaïs corre para contar a seu pai, o
intendente Pellitier, que fica muito nervoso com a história. Bertrand Pellitier
então analisa o corpo e fica mais calma ao ver que não se tratava de um antigo
amigo dele, porém Alaïs fica com “a pulga atrás da orelha”: seu pai escondia
alguma coisa...
Na volta, Alaïs para em uma barraca de queijo quando é
surpreendida por um grande amiguinho seu: Sajhe, neto de uma amiga da moça.
Sajhe pode não parecer muito importante no começo, mas ele será importantíssimo
para a história. Mais do que importante, ele é crucial. Ele é a chave para a
maior parte dos mistérios da história... É um menino de nove anos muito esperto
e simpático, que respeita e admira muito Alaïs.
Mas enquanto Alaïs e Sajhe conversavam, um mensageiro chega
à Carcassona, cidade medieval onde morava a protagonista. Ele trazia uma grave
notícia para o visconde Trencavel que dizia basicamente o quanto o papa estava
decepcionado pela tolerância do visconde com os bons homes (uma nova
ordem religiosa). Pelas notícias que o mensageiro trazia, tudo indicava que
Carcassona entraria em uma guerra “santa” sangrenta.
Infelizmente, as más notícias não paravam por aí: naquele
mesmo dia, Pellitier recebera uma mensagem de Harif (outro personagem crucial)
dizendo que a Trilogia do Labirinto precisava ser reunida. E você pergunta:
quem é Harif e o que é a Trilogia do Labirinto? Definindo em poucas palavras
para você não ficar muito perdido: Harif é o chefe supremo da organização
secreta a qual Pellitier faz parte e a Trilogia guarda o verdadeiro segredo do
Graal, aquele que poderia dar a vida eterna... Entretanto, com a ameaça da
guerra, Pellitier fica dividido entre seus deveres como intendente e seus
juramentos com a organização. Além do que, Pellitier sabe que corre risco de
vida, por isso precisa de alguém em quem confiar para entregar o livro que ele
guarda caso alguma coisa aconteça com ele. Adivinha quem ele escolhe?
Obviamente que se trata de Alaïs.
Mas, não podemos esquecer de falar sobre Oriane, irmã mais
velha de Alaïs. Ela é uma mulher gananciosa, invejosa, que fará de tudo para
conseguir alcançar o que quer, até mesmo retirar de seu caminho sem piedade a
própria irmã. Oriane se mostrou a personagem mais desprezível e asquerosa que
eu já conheci em livros... Ela conseguiu superar Guinever em “As Brumas de
Avalon”. Cuidado com ela...
Voltamos para o nosso presente: Alice é encontrada pela sua
amiga Shelagh desmaiada dentro da caverna. Porém, por não ter comunicado a
descoberta da caverna, Alice se coloca em uma grande confusão: até mesmo a
polícia é chamada para investigar os esqueletos e o labirinto. Entretanto, uma
curiosa figura aparece: Authié. Alice
sente que há algo errado com ele na mesma hora que o vê. Mal sabe ela que
Authié na verdade trabalha para uma perigosa mulher que estava à procura desta
caverna e quer desvendar mistérios de muito tempo atrás... E para alcançar seu
objetivo, é capaz de tudo (isto soa familiar?).
Mesmo sem querer, Alice está diretamente envolvida com o
labirinto e com o que ele representa. Sua vida agora corre perigo, já que ela
se encontra no caminho da perigosa mulher... Mas Alice pode contar com um homem
muito misterioso, Baillard, mesmo que os dois nunca tenham se encontrado.
É uma questão de vida e morte que Alice descubra os
mistérios do Graal.
Diga se não é “a” história?! O único inconveniente é que o
livro criou muitos mistérios para serem resolvidos bem no final, o que o tornou
muito confusão... Porém prende o leitor do começo ao fim! Eu só não o li mais
rápido, porque houve uma semana de provas depois que eu recebi o livro e
precisei dar uma parada. Meus mais sinceros agradecimentos à autora, Kate
Mosse, por me levar da Idade Média (minha época favorita) à atualidade por uma
teia de segredos e mistérios e me fez sentir varas coisas. A única coisa que eu
não gostei muito foi o par o romântico de Alaïs no final... Ela deveria ter
ficado com quem sempre esteve ao lado dela, em quem ela podia confiar... Mas
tenho que admitir: a escolha de Alaïs demonstrou amá-la verdadeiramente. Muito
bonito...
domingo, 22 de abril de 2012
Xógum, de James Clavell
Título Original:
Shogun
Autor(a):
James Clavell
Origem:
EUA
EUA
Tradução:
Jaime Bernardes
Jaime Bernardes
Editora:
Sextante
Sextante
Ano:
1975
Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Xógum é uma fascinante saga sobre o universo mítico dos samurais e das gueixas, numa trama ágil que une política, religião, guerra e romance.
Ambientado nos anos 1600, época das grandes navegações e das conquistas de novos mundos, o livro narra a trajetória do piloto inglês John Blackthorne. Depois de quase dois anos embarcado no navio Erasmus, ele aporta na costa do Japão dividido diante da disputa pela posição de xógum, a mais importante autoridade militar do país.
Em meio a intrigas e traições, Blackthorne se aproxima do poderoso senhor feudal Toranaga, tomando parte em um intrincado jogo de poder entre as forças conflitantes da época: daimios, samurais, jesuítas e comerciantes.
Com o tempo, uma estranha relação de confiança se estabelece entre os dois homens e uma paixão proibida nasce entre o inglês e sua intérprete, Mariko. Casada com um dos mais cruéis capitães do feudo, ela se vê dividida entre suas obrigações, suas crenças e seus sentimentos.
Tentando manter-se vivo apesar da hostilidade dos nativos, Blackthorne vai pouco a pouco se envolvendo com as tradições locais, enquanto o próprio Japão começa a perder sua identidade com a invasão dos jesuítas e a abertura ao mundo ocidental.
James Clavell conduz o leitor com notável habilidade narrativa ao longo desse emocionante épico que expõe as terríveis implicações por trás das palavras amor, poder, virtude e honra milenar na cultura japonesa.
Este é o livro mais longo que eu já li. Com impressionantes
1039 páginas, Xógum contará a saga de um piloto inglês na terra dos samurais e
das gueixas. Demorei mais de um mês para terminar, principalmente porque depois
de um tempo o livro mais enrolava do que contava a história propriamente dita,
o que me cansou demais. Mas tirando o cansaço, o livro é muito bom! O assunto é
diferente, não é o velho clichê das historias europeias e norte-americanas. É
bom também ressaltar que o livro irá, no inicio, lembrar muito ao leitor o
filme “O Último Samurai”. Depois, cada um vai para um lado e não tem mais “nada
a ver”...
O navio Erasmus do capitão inglês John Blackthorne naufraga
perto da costa japonesa depois de uma forte tempestade. Os poucos
sobreviventes, entre eles o próprio capitão, são feitos prisioneiros por um
samurai, Omi-san (san é uma forma de tratamento japonesa). Eles são mantidos
prisioneiros em um buraco apertado e fétido, até que o daymio de Omi-san,
Yabu-san chega e resolve executar um dos sobreviventes (até agora eu não
entendi o motivo, só sei que o pobre rapaz foi cozinhado vivo enquanto o sádico
do Yabu se deliciava com seus gritos). A partir daí, é possível notar uma
inimizade entre Blackthorne e Yabu até o fim da história.
Entretanto, havia um espião entre Yabu e seus homens, que
relatou o aparecimento dos estrangeiros para um grande daymio e aspirante a Xógum
(o líder máximo militar dos japoneses), Toranaga. Este último interrogará
Blackthorne através de um padre jesuíta, mas o interrogatório termina quando
aparece outro aspirante a Xógum e inimigo de Toranaga, Ishido. Para livrar
Blackthorne de Ishido, Toranaga o prende. Na prisão, Blackthorne conhece um
padre que o ensinará a falar o japonês básico e dá-lhe algumas informações
sobre a atual situação do Japão.
Alguns dias depois, Ishido tira Blackthorne da prisão, porém
os homens de Toranaga aparecem e o levam para outra entrevista, desta vez com a
belíssima Mariko como tradutora. Atenção nela, porque... Bem, só pelo “belíssima”
já deu para entender que Blackthorne e ela terão um caso amoroso, mesmo Mariko
sendo casada com um grande samurai (bruto), Buntaro.
Muitas disputas ocorrerão entre Toranaga e Ishido. Uma delas
é quando o conselho de regentes do Japão decide que Toranaga deveria cometer
seppuku, ou seja, se suicidar (um dos costumes japoneses, onde a pessoa mostra
devoção e dignidade). Para escapar do destino, Toragna resolve fugir,
fantasiado de mulher, mas, durante a fuga, Blackhorne nota a farsa. Depois, no
meio do caminho para escapar, Toranaga é interceptado pro Ishido que desconfiava
do plano. Porém, num impulso, Blackthorne arruma um jeito de livrar Toranaga da
captura. Um laço de confiança se estabelece entre os dois homens, o que será
crucial para a sobrevivência de Blackthorne em uma terra tão diferente da sua.
Apesar de a história ser bem longa, não contarei mais
detalhes sobre o “enredo”, afinal, resumo na internet é o “fim da picada”
(apesar de já ter postado um resumo, mas foi para um bem maior).
Xógum trará elementos de uma cultura extraordinária através
da visão europeia – Blackthorne. Isto pode parecer um pouco clichê ou
preconceituoso, mas ajuda muito o leitor a entender a sociedade japonesa, já
que estamos tão acostumados com visões ocidentais. Misturando material
histórico e fictício, James Clavell foi um gênio ao criar este romance. Só acho
que ele poderia ter enxugado um pouco a história e ter tirado alguns pontos
muito repetitivos.
Uma dica: leia o livro quando já estiver enjoado(a) das boas
e velhas historias ocidentais. Xógum irá te surpreender. Você não olhará mais o
Japão do mesmo jeito...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A linguagem das flores, de Vanessa Diffenbaugh
| Capa "A linguagem das flores" |
The Language of Flowers
Autor(a):
Vanessa Diffenbaugh
Origem:
EUA
EUA
Tradução:
Fabiano Morais
Fabiano Morais
Editora:
Arqueiro
Arqueiro
Ano:
2011
Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.
Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.
Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram.
Olá, meus leitores! Sentiram minha falta? Rs
Hoje vou comentar sobre um livro bem tranquilo, para você
ler quando estiver naquele seu momento “água-com-açúcar”: A linguagem das
flores.
A história terá como protagonista a insociável Victória
Jones. Abandonada pela mãe assim que nasceu, Victória é jogada de família em
família para ver em qual melhor de habitua, mas seu gênio teimoso e sua “repulsa”
por pessoas a impede de ser adotada por alguma, até que finalmente ela encontra
alguém que está disposta a criá-lo como filha.
Aos oito anos, Victória fica sob a proteção de Elizabeth,
dona de um vinhedo e uma amante de flores. Tudo indicava que Victória também
conquistaria a antipatia de Elizabeth, mas parecia que a mulher estava convicta
que conquistaria a complicada menina e faria de tudo para conseguir sua confiança.
Foi através das flores e seus
significados secretos que Victória se afeiçoou a Elizabeth, desejando assim que
esta última a adotasse.
Mas eis que Elizabeth tinha uma história complicada com sua
irmã Catherine: as duas sempre foram muito próximas, principalmente porque
Elizabeth não era muito querida por sua mãe. As irmãs eram inseparáveis , porém
algo se intropôs nesta forte relação: Elizabeth amava um homem, mas Catherine “fura-olho”
ficou grávida dele. Magoada e furiosa, Elizabeth cortou relações com Catherine
e por anos nunca sequer a viu, mesmo depois que Catherine deu à luz a um
menino, Grant (atenção nele, ele é importante).
Depois que Victória passou a morar em sua casa, Elizabeth
começou a sentir falta de sua irmã porque Jones lembrava-a de seus tempos de criança
e amizade com Catherine. Um novo sentido apareceu em sua vida: Elizabeth queria
se reconciliar com a irmã para assim todos viverem em família. Entretanto,
Victória não gostou muito de sua obcessão por Catherine e bolou um plano para
que Elizabeth voltasse a ficar furiosa com a irmã.
Para deixar um suspense no ar, pularemos para a próxima
etapa da vida de Victória, quando ela completa 18 anos e tem que se virar sozinha,
já que não tem mais ninguém.
Sem emprego ou um lugar para morar, Victória começa a dormir
em um jardim que ela mesma cultiva em um parque, porém, depois de alguns dias,
a fome começa a tomar conta e ela parte atrás de algum trabalho. Foi então que
ela conheceu Renata, dona de uma floricultura. Victória impressiona Renata com
seus conhecimentos sobre as flores e esta última a chama para ser sua “assistente”.
Victória consegue também um quarto alugado, que pertence à irmã de Renata.
Finalmente parecia que Victória estava conseguindo colocar sua vida nos eixos
até...
Um dia, Renata leva Victória para o mercado de flores onde
ela precisa comprar alguns pedidos para sua loja. No mercado, Victória encontra
um misterioso homem vendedor de flores que lhe oferece uma margarida. Victória,
em resposta, dá-lhe uma flor chamada rododendro (cujo significado ensinado por
Elizabeth era cuidado). Ela sabia que o homem não entenderia o recado, pois
pouquíssimas pessoas sabiam que as flores tinham significados. Porém, quando
voltou ao mercado de flores, Victória teve uma grande surpresa: o homem misterioso
entregou-lhe um visco, cujo significado era eu supero todos os obstáculos.
Jones é lançada para seu passado e agora terá que encarar
seus temores de frente, pois o homem misterioso era ninguém menos do que Grant,
filho de Catherine.
A história pode até
parecer bem fraquinha... E é mesmo. Mas ela é bonita e não há como olhar para
as flores do mesmo modo. A história é em primeira pessoa (ou seja, Victoria que
narra sua vida) e intercala o passado, quando ela viveu com Elizabeth, e o
presente, quando ela tem dezoito anos. A única coisa que me irrita em Victória
é seu medo de se relacionar. “Pelo amor de Deus, mulher! Se entrega de uma vez!”
Rs. A história realmente vale a pena, não para uma grande leitura, mas só para
passar o tempo... Esta autora, Vanessa Diffenbaugh, apesar de não ser muito
famosa (e convenhamos, não muito habilidosa) teve uma ideia muito diferente e
original. Gostei do livro.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Meus leitores...
... Quero pedir desculpas pela demora para uma nova postagem. Ultimamente, está um pouco difícil para eu fazer qualquer coisa. Com tantas provas, cursos e problemas psicológicos (rs), estou me sentindo um caco. Porém, prometo que em breve, vou voltar a postar.
Agradeço a todos vocês que me seguem!
xoxo
Gabi C.
=^.^=
Agradeço a todos vocês que me seguem!
xoxo
Gabi C.
=^.^=
quinta-feira, 29 de março de 2012
Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida
| Capa "Memórias de um Sargento de Milícias" |
Memórias de um Sargento de Milícias
Autor(a):
Manuel Antônio de Almeida
Origem:
Brasil
Brasil
Tradução:
*livro nacional*
*livro nacional*
Editora:
Globo
Globo
Ano:
1852
Apesar de ser contra meus princípios fazer resumos, impedindo que as pessoas leiam os livros, abri uma exceção desta vez para que aqueles que não conseguiram ler os livros tenham uma pequena chance amanhã na prova (mas não acostumem rs). Este romance (porque, apesar de não ser totalmente de amor, ou popularmente conhecido como história de água-com-açúcar, é um romance) tem dois lados: o lado da ordem, onde estão o major Vidigal, D.Maria, a comadre e o compadre, e o lado da desordem, onde ficam Vidinha, Chico-Juca e o Teotônio. O lado da ordem representa a estabilidade enquanto o outro é justamente o contrário, porém a linha que separa os dois é muito fina: o major, por exemplo, deixa-se levar por uma paixão antiga e acaba libertando Leonardo no fim da história. Esta história também é uma grande sátira dos outros romances: enquanto os outros apresentam homem bons e puros, que conquistam o que querem com o próprio esforço, Leonardo é malandro e só consegue o que quer através de seus protetores. Seria esta a ideia de brasileiro de Manoel Antônio de Almeida?
Atendendo aos pedidos, hoje falarei sobre o livro “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, passado pelo meu professor de literatura como livro obrigatório. Detalhe: a prova é amanhã (rs).
Ambientado no Rio de Janeiro do século XIX, “no tempo do rei” (fazendo referência à época em que a família imperial fugiu para o Brasil) será narrada a história de Leonardo e, apesar de se chamar “memórias de um sargento de milícias”, o narrador não é o protagonista.
A história começara contando como seus pais, Leonardo-Pataca e Mariazinha, se conheceram em um navio que ida de Portugal para o Brasil. Depois de algumas “pisadelas e beliscões”, nasce Leonardo.
Interrompendo um pouco a história, queria chamar a atenção do leitor para o modo como o autor escreve: muitas vezes (na verdade, no livro inteiro), ele corta um evento, explica outro, volta para aquele evento, corta de novo... E por ai vai. No começo, é muito exaustivo e confuso, o que faz com que muitos parem de ler, mas depois você irá se acostumar...
Voltando à história, depois do nascimento de Leonardo, é decidido quem será sua madrinha: não pode ser ninguém menos do que a parteira, a comadre de toda a cidade. A mulher, que de boba não tem nem a cara, convence Mariazinha a chamar como padrinho um barbeiro que ela desconfia guardar alguma fortuna. Apesar de Leonardo-Pataca querer como padrinho de seu filho o major Vidigal (grande major... o major era o grande chefe de policia que representa a ordem no Rio de Janeiro. Era o terror das ruas), cede à vontade de sua esposa, já que tem um fraco por mulheres. Atenção! Guarde estas duas personagens (o compadre e a comadre, pois serão cruciais para a história)!
Decididos os padrinhos, partamos para a festa de batizado! Querendo que o evento fosse memorável, Leonardo-Pataca tenta algo semelhante às festas das cortes, mas falha absurdamente: o povo brasileiro não está acostumado com esta disciplina toda e, depois de algum tempo, os convidados trocam a elegância por uma boa algazarra, com muita música e farra (até o próprio Leonardo-Pataca chega a tocar uma modinha). Esta festa, como todas as outras que serão narradas, são apenas uma amostra do costume da época (e uma amostra de que brasileiros gosta de bagunça desde que se lembram por nação).
Mas nem tudo se manteve em festa: quando Leonardo ainda era bem pequeno, Leonardo-Pataca descobriu que Mariazinha andava de “pisadelas e beliscões” com outros homens. Um dia, Leonardo-Pataca chega em casa mais cedo e vê um homem fugir pela janela. A briga é tão feia que até mesmo o Leonardinho é ferido: seu pai dá-lhe um chute que o faz atravessar a sala. Desesperado, o menino corre até a barbearia de seu padrinho e fica agarrado em suas pernas até que o compadre vá á casa de Leonardo-Pataca e descubra tudo o que aconteceu. O desfecho foi cruel para nosso protagonista: Mariazinha foge com um capitão de um navio e Leonardo-Pataca, completamente humilhado, se esquece do próprio filho e se joga na vida.
Quem cuidará agora de Leonardinho será seu padrinho, o barbeiro. Este faz grandes planos em relação ao menino: sonha em torná-lo clérigo (para quem não sabe o que é clérigo, são sacerdotes, pessoas envolvidas com a religião). Mas coitado do padrinho, Leonardo não nascera para esta vida... Era desobediente, rebelde, odiava regras e odiava ainda mais que o obrigassem a cumpri-las. Era um “endiabrado”, nas palavras de sua vizinha fofoqueira. Seu padrinho até tentara colocá-lo na escola, mas foi em vão. Leonardo desistiu.
Atenção para a figura da escola: segundo o autor, a escola ficava em uma rua estreita, era um ambiente escuro e alunos de todas as idades ficavam em uma mesma sala. E ainda assim, somente quem tinha dinheiro, estudava na escola. Estranho não?
Leonardo simplesmente não tinha jeito: um dia, fugira com dois ciganos para uma festa e só voltara no dia seguinte; começara a frequentar uma igreja apenas para fazer travessuras com um amigo, mas fora expulso depois de pregar uma peça com o padre (o padre tinha um caso amoroso com uma cigana e dormia na casa dela. No dia de uma cerimônia, Leonardo trocara os horários para que o padre chegasse atrasado e todos ficassem muito desconfiados dele); empacara nas letras, apesar de todos os esforços de sua madrinha para fazê-lo aprender a ler. E o compadre ainda sonhava que ele seria clérigo e mais: ainda iria para Coimbra, a grande universidade portuguesa!
Mas hei que Leonardo cresceu. Durante sua infância e adolescência, seu padrinho lavava-o para visitar uma amiga dele: D. Maria. Durante muito tempo, as visitas eram tediosas e irritantes, mas um fato mudou tudo: a sobrinha de D.Maria, Luizinha, passaria a morar com a tia. Bem... Já dá para saber o que aconteceu: foi o primeiro amor de Leonardo. Ajudado pela sua madrinha, Leonardo está decidido a se casar com Luizinha, mas chega um rival em potencial: Joaquim Manoel, um homem traiçoeiro que está de olho na fortuna que D.Maria irá deixar para Luizinha depois de sua morte.
Deixando um pouco Leonardo e lado, partimos para o pai dele. Leonardo-Pataca andava “enrabichado” por uma cigana, mas a mulher tinha um caso amoroso com o padre (o mesmo padre que expulsara Leonardinho pela brincadeira na cerimônia). Visando separá-la de seu par, Leonardo arma uma cilada para o padre: em uma festa da cigana, onde o padre estaria, Leonardo contra o negro Chico-Juca para armar uma briga, o que atrairia a atenção do major Vidigal, o grande chefe de policia que representa a ordem no Rio de Janeiro, para o local. No final da festa, o padre foi preso e todos ficaram sabendo de seu pecado (foi a fofoca do ano). Leonardo-Pataca então consegue o que queria: a cigana. Mas depois de um tempo, ele se separa dela e se casa com a filha (ou a sobrinha, pois no livro ela foi apresentada dos dois jeitos, não há como saber o que ela realmente é) da comadre.
Voltando ao Leonardo, um fato muito triste ocorrera: o compadre morrera. Como suspeitava a comadre, ele mantinha um dinheiro guardado (dinheiro que ele desviara de um capitão para o qual trabalhara durante uma viagem. O capitão pedira ao compadre para entregar o dinheiro para sua filha, mas o compadre...). Sem para ter onde ir, Leonardo vai morar com seu pai, já casado com a filha da comadre. Infelizmente, esta e Leonardinho não se bicavam.
Um dia, em uma briga por causa de uma almofada, Leonardinho é ameaçado pelo pai com uma arma. Ainda traumatizado pelo chute que levara quando era menino, Leonardinho foge de casa e encontra um velho amigo seu. Junto com este amigo, está Vidinha, uma mulata que “rouba seu coração”. Já completamente esquecido de Luizinha, Leonardo passa muitos dias com a família de Vidinha.
Entretanto, Vidinha não era apenas o desejo de Leonardo: outros dois primos dela estavam de olho na moça. Completamente enciumados pela aproximação de Leonardo e Vidinha, os dois armam para que Leonardo seja levado pelo major Vidigal, mas não se sabe qual era seu destino: desesperado, Leonardo foge do Vidigal.
O fato era inédito: pela primeira vez, alguém escapava do major. Seu nome vira motivo de piada, o que fere sua honra. Leonardo agora está na lista do major.
Depois deste incidente, outro problema surge para Leonardo: ele precisa arrumar um emprego. Porém, com a ajuda de sua madrinha, ele consegue, mas novas confusões: em seu trabalho, há uma bonita moça casada com um homem bem estranho (eu, pessoalmente, não entendi com as descrições do autor, acho que ele queria dizer que o cara era um brutamonte). Com pena da moça, Leonardo leva, na maior inocência, um prato de sopa para casa dela, mas neste momento chega o marido e bota Leonardo para correr. Vidinha, ao saber disso, fica louca de ciúmes e vai até a casa da mulher tirar satisfações. Leonardo tenta impedi-la, mas, enquanto se encaminhava para a casa da moça, é barrado pelo major Vidigal! Ele até tenta fugir, mas o major o impede. A coisa fica feia...
De repente, Leonardo some. Durante este sumiço, a história é contada a partir da visão de Vidinha. No começo, ela fica preocupada com o destino de nosso protagonista, mas depois passa a raiva e depois a ignorá-lo. O que ela (e nem ninguém) esperava era que Leonardo aparece novamente já de fardo, um soldado!
Pois bem, major Vidigal fizera de Leonardo um soldado, mas como já sabemos, o homem é “de maus bofes”: sua primeira falha foi em um evento onde devia estar de vigia para estragar uma festança, ele se entrega ao “ritual”. O outro é o mais importante, envolvendo sua própria família: o objetivo do major era pegar um fanfarrão, o Teotônio, que estaria na festa de batizada da filha do Leonardo-Pataca e de sua mulher. Como era da família, Leonardo ficaria de vigia dentro da casa para avisar o major quando o homem sairia, mas, ao ver aquele homem divertindo toda a sua família, Leonardo se arrepende de sua tarefa e conta tudo o que o major Vidigal planejava. Juntos, Teotônio e Leonardo armam um plano para o primeiro fugir e obtêm êxito.
Mas o major descobre a colaboração de Leonardo no plano depois que um boca-aberta burro vem parabenizar nosso protagonista “pelo seu bom coração e por ter livrado Teotônio das garras do Vidigal”. Ensandecido, o major prende Leonardo e seu castigo será irremediável: chibatadas em praça pública.
Desesperada, a comadre procurará salvar seu afilhado e para isso contará com D.Maria e uma antiga paixão do Vidigal, Maria Regalada. Depois de algumas negociações (sendo que no final ficaria decidido que o major passaria a morar com a Maria Regalada), Leonardo foi solto.
Não foi só solto como também promovido à sargento! Estava com a vida feita, mas o Leonardo não se contentou. Tinha um assunto para terminar: Luizinha.
Durante toda a saga de Leonardo, Luzinha se casara com Joaquim Manoel, mas o homem acabara por morrer antes de D.Maria, deixando a menina viúva. Muito feliz, Leonardo vai até Luizinha e a pede em casamento, mas como um sargento não pode se casar, pede outra promoção ao Vidigal: que o torne sargento de milícias, só assim poderá “juntar-se à sua amada”. O major, que apesar de tudo era muito afeiçoado ao Leonardo, cedeu sem pensar duas vezes. A história termina com Leonardo e Luizinha se casando e Leonardo-Pataca entregando ao filho a herança deixada pelo compadre.
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domingo, 25 de março de 2012
1984, de George Orwell
Título Original:
1984
Autor(a):
George Orwell
Origem:
Reino Unido
Reino Unido
Tradução:
Wilson Velloso
Wilson Velloso
Editora:
Companhia das Letras
Companhia das Letras
Ano:
1949
Não posso deixar de dizer que este livro me deu certo medo... Imagine uma sociedade sem liberdade em absolutamente nada, sempre vigiada e controlada, até mesmo em seus pensamentos. Que terror! Meu conforto é saber que o ano de 1984 já passou (hahahahaha).
A história terá como protagonista Winston Smith, que trabalha no Ministério da Verdade (órgão do governo que controla todas as informações que virão a público). Ele mora na Pista N° 1, que seria a atual Inglaterra, mas que agora faz parte da Oceania (estranho não? Louco até!), vivendo sob a ditadura do Grande Irmão (Big Brother). Sua rotina é basicamente modificar notícias para que todas sejam favoráveis ao governo e ignorar a verdade.
Não podemos esquecer comentar sobre aqueles breves minutos
do dia em que todos (absolutamente todos) devem parar o que estão fazendo para
assistir um vídeo que ataca Goldstein (o traidor) e glorifica o Grande Irmão. A
cena chega quase a ser engraçada, pela histeria das pessoas quando aparece a
imagem do inimigo.
Também não podemos deixar de falar sobre as televisões: sim,
estes lindos aparelhos que estão em suas salas encarando vocês, na vida de
Winston, elas são verdadeiros horrores. Não podem ser desligadas (apenas
diminuir o volume), passam apenas propagandas do governo e (o mais impressionante)
te vigiam, ou seja, até mesmo em suas casas, as pessoas são controladas.
Imagine um horário político continuou que jamais pode ser interrompido que fica
te encarando! Isso é o pesadelo vivo!
Há outros detalhes desta sociedade esquisitos, mas são
desnecessários no momento. Estes comentados acima são apenas um aperitivo para
o que este livro reserva.
Winston vivia “normalmente”, de acordo com as regras, quando
começa a perceber o controle doentio que o domina. Como uma forma de combater
este domínio, Winston compra um caderno que se transformará em seu diário
(importante! Não se esqueça deste diário!) onde tentará colocar todas as suas
memórias. Entretanto, ele acaba notando que não se lembra de quase nada do
tempo antes deste governo autoritarista: sua memória estava sendo apagada sem
ele perceber.
Novas mudanças vão ocorrendo, como a súbita atração de
Winston por uma colega de trabalho, Júlia. Ela faz parte de um grupo de jovens
aderentes à castidade e pureza, por isso andam com faixas vermelhas na cintura
indicando quem são. Por menor que seja esta fita, Winston terá um trabalho
árduo para atravessa-la e chegar até Júlia sem que as autoridades percebam
(afinal, o sexo é considerado crime).
Outra mudança (esta ainda mais importante) será a aproximação
de Winston e O’Brian, um homem importante, membro do Partido Interno. Winston
desconfia que O’Brian, assim como ele, é contrário a este governo e é um
seguidor de Goldstein. Desesperado para se ver livre, Winston pedirá ajuda à O’Brian,
mesmo correndo um grande risco de ser descoberto e acusado de traição.
Bem, para finalizar, não posso deixar de comentar o que
acontecia com os traidores: eles simplesmente somem e são esquecidos. Em
determinado momento, Winston se lembra de um colega que de repente desapareceu
do trabalho e, como diziam as regras, nada foi comentado a respeito. Winston
sabe que este poderá ser seu fim (ser jogado no esquecimento) se for pego durante
sua fuga para a liberdade...
No ano em que foi escrito 1984, a Europa acabava de sair da
Segunda Guerra Mundial, o que nos leva a concluir que o livro é uma crítica ao
governo autoritarista. George Orwell expõe para seus leitores um futuro que
poderia ter sido real se a sociedade não tomasse cuidado com quem cuida do poder.
Felizmente, este futuro não se tornou nosso presente.
Uma obra-prima! Li o livro em 2010, emprestado pelo meu
professor de literatura, e lembro-me de que não conseguia largá-lo. Há um lado
todo psicológico por trás da história, mas somente quem lê-la entenderá.E
adorará!
Para finalizar, quero fazer um agradecimento especial à uma
grande amigo meu (ou não tão grande assim, porque ele é baixinho ahahahahahaha),
Gustavo. Ele me emprestou seu livro para que eu tirasse uma foto para o blog, o
que foi muita consideração da parte dele (rsss). Ele tem um blog sobre cinema,
mas no momento está praticamente abandonado (mas, se vocês quiserem dar uma
olhadinha: http://allfilmesblog.blogspot.com.br/). Neste momento, ele está lendo 1984 em inglês a pedido de
seu professor (seu nerd ¬¬). Obrigada de coração, Gu!
Beijo, pessoal!
P.S.: eu sei que esta postagem ficou mal-escrita e confusa,
mas hoje eu estou com uma preguiça dos demônios... Desculpe aos meus leitores!
P.S.2: foi baseado neste livro que surgiu o reality show Big
Brother Brasil. Geogr Orwell deve estar se revirando no túmulo quando vê o que
seu romance originou!
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sábado, 17 de março de 2012
As Brumas de Avalon - Livro 1: A Senhora da Magia - , de Marion Zimmer Bradley
| Capa As Brumas de Avalon - Livro 1: A Senhora da Magia |
The Mists of Avalon
Autor(a):
Marion Zimmer Bradley
Origem:
EUA
EUA
Tradução:
Waltensir Dutra
Waltensir Dutra
Editora:
Imago
Imago
Ano:
1982
Se há um livro onde eu passei um ódio mortal, foi em “As Brumas de Avalon”. Não por causa da história, mas graças a uma personagem em especial: Guinevere (no livro, com outro nome: Gwenhwyfar; acredito que este seja seu nome original). Uma bruxa cega de devoção que faz tudo o que pode para atrapalhar Morgana (a principal que, apesar de ser sempre retratada como uma bruxa em outras historias, nesta é dita como uma fada), virar o rei Arthur contra Avalon e conquistar Lancelote com sua consciência dizendo o tempo todo que isso é um pecado. Logo na primeira cena em que ela aparece, já mostra seu espírito fraco e acaba com a rápida alegria de Morgana. Felizmente, neste primeiro livro, ela não aparece tanto quanto nos outros quatros.
O livro começa com Igraine, mãe de Morgana, que acaba de receber a visita de Viviane, sua irmã e sacerdotisa-mor de Avalon, e de Merlin (meu Deus! Se alguém não souber quem é Merlin, por favor, se enterre!). Igraine recebe então a missão da Senhora do Lago de dar à luz ao Grande Rei que comandará toda a Bretanha, protegendo-a dos saxônicos e impedindo que Avalon (e tudo o que representa) caia no esquecimento. Igraine é casada com o rei da Cornualia, Gorlois, mas não será ele o pai do Grande Rei: deverá ser Uther Pedragon, que será escolhido com o Grande Dragão (até onde eu entendi, o Grande Dragão é o rei dos reis). Igraine então cai em um dilema: mantém-se fiel ao seu marido em nome da honra ou aceita a missão em nome de sua Deusa?
Esta é uma parte que vale a pena do livro: o romance que vai “rolar” entre Igraine e Uther. É um romance bem adolescente, do tipo: “Oh! Nós nascemos um para o outro!”. A diferença de As Brumas de Avalon para “Crepúsculo” são os elementos de magia bem mais dignos de serem chamados de místicos, os momentos em que o casal fica entre o amor e o dever (lindo!), a sempre presente sensação de dever de Igraine e a sombra do poder em Uther e, por fim, a pedra no sapato chamada “Gorlois”. Não é preciso dizer que o rei da Cornualia ficará muito bravo quando o Grande Dragão “furar seus olhos” e conquistar sua esposa, o que acarretará em uma briga feia entre os reis.
Morgana já era nascida, mas como a história se concentrava no relacionamento de Igraine e Uther, foi deixada de lado. Ela retornará a aparecer quando finalmente nascer o fruto da traição de sua mãe: Arthur. Igraine ficará tão obcecada pelo seu novo marido Uther (spoilers-mor!) que se esquecerá completamente dos dois filhos, deixando então o pequeno Arthur aos cuidados de Morgana. Criou-se assim um vínculo entre os dois.
Partindo alguns anos para frente, será explicado como Morgana partiu com sua tia Viviane para Avalon, onde começará os treinamentos para se tornar uma sacerdotisa. Aprenderá tudo sobre a Deusa e sobre a Visão (que eu levei quase metade do livro para entender o que significava, apesar de ser muito óbvio). É em Avalon que conhecerá o filho de Viviane, Galahad, mas que prefere ser chamado de Lancelote. Logo na primeira cena, “rola” um clima entre os dois, mas é então que a aparece (the bitch) Gwenhwyfar, toda linda e inocente, e rouba o coração de Lancelote. Apesar de todo o bom coração de Morgana, a inimizade entre as duas é certa (e o meu ódio, que já começou a crescer aqui).
Com todos os personagens principais presentes, a história seguirá para o momento em que a profecia da Senhora do Lago começa a se cumprir: Arthur se torna o Grande Rei (óbvio). Agora, outra missão será colocada por Viviane, desta vez para Morgana. Uma missão de suma importância, que decidirá o destino de cada pessoa que vive em Avalon e na Bretanha. A Deusa depende do seu sucesso, mas será que Morgana conseguirá deixar de lado aquilo que ela mais preza em sua vida para alcançar seu objetivo?
Eu tenho que parabenizar a autora Marion Zimmer Bradley pela sua incrível capacidade intelectual e por ter conseguido criar uma personagem tão hedionda quando Guinevere. O livro quase chega a perfeição, já que conseguiu fazer meu sangue ferver com o fanatismo desta personagem. Mas não posso só falar de Guinevere, tenho também que falar sobra a guerreira Morgana, que apesar de todos os tombos terríveis, sempre se levantou e mostrou o que é ser mulher de verdade. Este é o principal ponto do livro: mostrar o que é ser mulher na época em que o machismo estava em seu auge. Fala também muito sobre a religião, no medo que ela causava, em fanatismo, em paganismo, em guerras religiosas, em bruxaria e afins, sempre no ponto de vista das mulheres, o que se tornou levemente falho, já que nunca sabemos qual o ponto de vista do próprio rei Arthur sobre tudo o que se desenrola a sua volta (e isto faz dele um “banana”).
Este foi o primeiro livro “forte” que eu li. Eu estava no sétimo ano e meu nível intelectual não era muito páreo mais este tipo de leitura, por isso fiquei muito chocada em algumas “cenas” (sem contar que eu não entendia muita coisa). Marcou-me bastante. Pretendo reler a história daqui a alguns anos, quem sabe eu não sinta tanto ódio...
Beijos e até o próximo livro!
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domingo, 11 de março de 2012
Coração de Pedra, de Charlie Fletcher
| Capa "Coração de Pedra" |
Stone Heart
Autor:
Charlie Fletcher
Origem:
Reino Unido
Reino Unido
Tradução:
Euda Lidia Cavalcante Luther
Euda Lidia Cavalcante Luther
Editora:
Geração Editorial
Geração Editorial
Ano:
2007
Nas profundezas da cidade, uma força foi acordada, algo tão antigo que as pessoas têm passado por ali há séculos sem notar nada... George Chapman vive em Londres, é um menino de 12 anos, introvertido e infeliz na escola. Um dia, num passeio ao Museu de História Natural, ele quebra, num impulso de raiva, a cabeça de um dragão de pedra. Esse acontecimento provoca, num universo paralelo que só o próprio George pode ver, uma guerra violenta entre estigmas (estátuas de bestas mitológicas) e cuspidos (estátuas de seres humanos). Perseguido nos corredores do museu por um pterodáctilo assustador, George mal pode imaginar o que ainda o espera...
Olá leitores! Desculpem a demora da postagem, mas neste final de semana eu fui viajar com meus pais e, apesar de ter levado o notebook, tive uma crise (traumatizante) de choro e fiquei muito mal. Não se preocupem (se é que vocês estão preocupados rsss), eu já estou resolvendo este meu problema psicológico. Porém, como eu ainda tenho as “sequelas” do meu ataque nervoso, escolhi um livro bem fácil para ser comentado: “Coração de Pedra”.
George Chapman, um menino londrino de 12 anos, está no Museu de História Natural quando é castigado graças a uma armação de seus colegas. George sempre foi um menino introvertido, principalmente depois do que ocorreu com seu pai, por isso nunca se deu bem com os outros alunos. O menino então, irritado pela punição, sai do museu e, em um ataque de fúria (eu te entendo George...), quebra a cabeça de um dragão de pedra. Subitamente, ele ouviu um som estranho e, quando olhou, deparou-se com a estátua de um pterodáctilo encarando-o.
Em um primeiro momento, não acreditou ser verdade, mas quando o ser levantou voo e jogou-se em sua direção, George entendeu que a “coisa” estava viva. Ele lançou-se em uma corrida desenfreada pelas ruas de Londres, buscando desesperado salvar-se de uma estátua, porém as coisas pioraram: no momento em que ele passa na frente de um monumento com estátuas de salamandras, estas últimas começam a perseguir George também.
George correu o máximo que pode, até ser encurralado em uma praça. Parecia o fim. Mas, subitamente, algo (ou alguém) pula em sua frente para defendê-lo. Era o Artilheiro. Quando ele dá um jeito nas estátuas que perseguiam George, explica a ele que o menino ultrapassara uma dimensão assim que quebrara a cabeça do dragão e agora estava no meio de uma guerra entre os estigmas (criaturas mitológicas em forma de estátuas) e cuspidos (humanos-estátuas).
Para reverter o processo, George precisava colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra (seja lá o que for isso), contando com a ajuda do Artilheiro e da misteriosa Edie, uma garota que também pode ver a guerra entre as estátuas, além de todos os cuspidos. Porém, além dos estigmas que o perseguem, George precisa tomar cuidado com um misterioso homem conhecido como O Caminhante. O tempo corre contra eles, por isso George precisa encontrar logo o Coração de Pedra antes que fique preso eternamente entre cuspidos e estigmas.
Este é um livro bem infanto-juvenil, mas muito interessante. A ideia é supercriativa, mas faltou um pouco de... “Profissionalismo”. É bem fraquinho, livro para pré-adolescentes, mas não deixa de ser original. Quem quiser ler, procure ser em um momento em que não esteja fazendo nada e não tenha nada melhor para ler. Só mais uma coisa: o autor, Charlie Fletcher, bem que podia se apressar e escrever o segundo livro. Quando li Coração de Pedra, eu estava no sétimo ano do ensino fundamental. Estou no segundo colegial e o cara ainda não lançou o livro dois. Espero que esteja muito bom, porque esta demora é imperdoável (rsss).
P.S.: vocês devem estar se perguntando: “se o livro não é lá estas coisas, por que quer ler a continuação?”. Oras, eu não posso criticar uma saga se não terminei de lê-la não é? Quero ler a continuação para ter uma opinião sobre a coleção (e também por curiosidade). Beijos e até o próximo livro!
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Fortaleza Digital, de Dan Brown
| Capa "Fortaleza Digital" |
Digital Fortress
Autor:
Dan Brown
Origem:
EUA
EUA
Tradução:
Carlos Irineu da Costa
Carlos Irineu da Costa
Editora:
Sextante
Sextante
Ano:
1998
Antes de estourar no Finteiro com O Código Da Vinci, Dan Brown já demonstrava um talento singular como contador de histórias no seu primeiro livro, Fortaleza Digital, lançado em 1998 nos Estados Unidos.
Muitos dos ingredientes que, anos depois, fariam com que o autor fosse reconhecido como um novo mestre dos livros de ação e suspense já estavam presentes no seu romance de estréia: a narrativa rápida, a trama repleta de reviravoltas que prendem o leitor da primeira à última página e o fascínio exercido por códigos secretos, criptografia e enigmas misteriosos.
Em Fortaleza Digital, Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, mais poderosa do que a CIA ou qualquer outra organização de inteligência do mundo.
Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com um novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa, a bela matemática Susan Fletcher.
Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.
Tenho que admitir que um pedaço do livro (aquele em que explica toda a ideia mirabolante da trama) eu não entendi. Este livro envolve muitos códigos, termos de computador e nomes complexos demais para a minha cabeça leiga de adolescente. Eu nem me dei ao trabalho de tentar compreender todas as palavras que os personagens usavam, só peguei o básico do desfecho. Tirando toda esta complexidade, este livro foi muito bom! Em especial as partes de David Becker, porque envolviam mais ação do que explicações (e porque ele é “o” cara).
A personagem é a inteligente e belíssima Susan Fletcher, que trabalha na maior e mais poderosa organização de inteligência do mundo, a NSA (Agência de Segurança Nacional, mas não me pergunte qual o nome original). Ela sonhava com seu lindo noivo, David Becker, às vésperas de uma viagem a sós, quando recebe uma ligação deste último desmarcando a viagem por um misterioso motivo. Antes que pudesse pensar sobre o que estava acontecendo, Susan foi convocada às pressas por seu chefe, Trevor Strathmore, para se dirigir ao laboratório de criptografia da NSA, pois havia um grave problema que colocaria a agência em risco.
A NSA, visando proteger o país contra atentados, criara uma poderosa máquina decodificadora de códigos que abria todos os e-mails que circulavam pela internet à procura de palavras-chaves que indicassem um possível ato terrorista. É o TRANSLTR. Em questões de segundo, ele quebrava qualquer código. Pois bem, quebrava. Naquele dia, o enorme computador deparou-se com um código impossível de ser quebrado, criado pelo brilhante Ensei Tankado com um propósito: que a NSA divulgasse a existência do TRANSLTR para o mundo, caso contrário, Ensei Tankado venderia para as grandes empresas um programa de computador que, instalado nos e-mails, impediria que o TRANSLTR invadisse-os. Ensei Tankado já trabalhara para a NSA, por isso sabia sobre o supercomputador, mas era contrário à sua existência – segundo ele, era uma invasão de privacidade das pessoas, mesmo que o objetivo fosse procurar por terroristas. Ensei nomeou seu programa como Fortaleza Digital.
Quando Strathmore contou esta história para Susan, ela viu toda a NSA desabar bem na sua frente. Se Ensei revelasse o segredo da agência, os EUA ficariam vulneráveis e à mercê de ataques terroristas. Porém, havia uma solução: uma chave que quebraria o tal código indecifrável. Então, era só encontrar Ensei Tankado, pegar a chave e... Mas há outro “porém”: Ensei Tankado morrera naquela manhã, de ataque cardíaco, na Espanha.
Foi nesta conversa com Strathmore que Susan descobriu o que aconteceu com David: foi seu chefe que o “raptara”, enviando-o à Espanha. A missão de David era encontrar o corpo de Ensei e trazer todos os seus bens, trazendo assim a tal chave. Obviamente, Susan ficou furiosa, mas ainda assim era uma questão de proteger uma nação inteira. Mas, até onde Strathmore sabia, havia outra chave, com alguém de codinome North Dakota. Ele e Ensei trocavam muitos e-mails sobre o projeto do Fortaleza Digital e, caso alguma coisa acontecesse com Tankado, North Dakota tinha carta branca para liberar Fortaleza Digita na internet. Entrava então o objetivo de Susan Fletcher: descobrir quem era North Dakota.
Tudo parecia ser fácil no começo, Susan descobrindo uma chave e David, a outra. Até que alguns imprevistos começaram a aparecer: mesmo sendo sábado e a agência estando fechada, alguns funcionários da NSA apareceram no laboratório. Susan e Strathmore precisam manter segredo sobre o código, mas será difícil quando todos têm acesso ao TRANSLTR. E David, quando chegara ao necrotério e vira o corpo, descobrira que um pertence de Ensei sumira. Tudo indicava que havia mais gente atrás da chave. Mas até que ponto chegaria a ambição delas?
O fim foi bem inesperado... Apesar de ter desconfiado do inimigo desde o inicio, o desfecho foi surpreendente. Claro, eu adorei o romance entre a Susan e o David, mas achei que Dan Brown podia ter explorado um pouco mais e explicado o porquê a relação deles ficou instável depois que David foi promovido em sua profissão. Senti falta de um pouco mais de “paixão” na relação deles. E quanto à história, sem críticas (com exceção daquela parte complexa que somente pessoas entendidas de informática compreenderiam).
Este, por enquanto, foi o último livro que eu li de Dan Brown. O próximo objetivo é Anjos e Demônios (mas quem sabe, o Código da Vinci... Mas depois de todos os códigos de Fortaleza digital, gostaria de algo mais prático).
Até o próximo livro!
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