domingo, 22 de abril de 2012

Xógum, de James Clavell

Título Original:
Shogun
Autor(a):
James Clavell
Origem:
EUA
Tradução:
Jaime Bernardes
Editora:
Sextante
Ano:
1975


Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Xógum é uma fascinante saga sobre o universo mítico dos samurais e das gueixas, numa trama ágil que une política, religião, guerra e romance.
Ambientado nos anos 1600, época das grandes navegações e das conquistas de novos mundos, o livro narra a trajetória do piloto inglês John Blackthorne. Depois de quase dois anos embarcado no navio Erasmus, ele aporta na costa do Japão dividido diante da disputa pela posição de xógum, a mais importante autoridade militar do país.
Em meio a intrigas e traições, Blackthorne se aproxima do poderoso senhor feudal Toranaga, tomando parte em um intrincado jogo de poder entre as forças conflitantes da época: daimios, samurais, jesuítas e comerciantes.
Com o tempo, uma estranha relação de confiança se estabelece entre os dois homens e uma paixão proibida nasce entre o inglês e sua intérprete, Mariko. Casada com um dos mais cruéis capitães do feudo, ela se vê dividida entre suas obrigações, suas crenças e seus sentimentos.
Tentando manter-se vivo apesar da hostilidade dos nativos, Blackthorne vai pouco a pouco se envolvendo com as tradições locais, enquanto o próprio Japão começa a perder sua identidade com a invasão dos jesuítas e a abertura ao mundo ocidental.
James Clavell conduz o leitor com notável habilidade narrativa ao longo desse emocionante épico que expõe as terríveis implicações por trás das palavras amor, poder, virtude e honra milenar na cultura japonesa.


Este é o livro mais longo que eu já li. Com impressionantes 1039 páginas, Xógum contará a saga de um piloto inglês na terra dos samurais e das gueixas. Demorei mais de um mês para terminar, principalmente porque depois de um tempo o livro mais enrolava do que contava a história propriamente dita, o que me cansou demais. Mas tirando o cansaço, o livro é muito bom! O assunto é diferente, não é o velho clichê das historias europeias e norte-americanas. É bom também ressaltar que o livro irá, no inicio, lembrar muito ao leitor o filme “O Último Samurai”. Depois, cada um vai para um lado e não tem mais “nada a ver”...
O navio Erasmus do capitão inglês John Blackthorne naufraga perto da costa japonesa depois de uma forte tempestade. Os poucos sobreviventes, entre eles o próprio capitão, são feitos prisioneiros por um samurai, Omi-san (san é uma forma de tratamento japonesa). Eles são mantidos prisioneiros em um buraco apertado e fétido, até que o daymio de Omi-san, Yabu-san chega e resolve executar um dos sobreviventes (até agora eu não entendi o motivo, só sei que o pobre rapaz foi cozinhado vivo enquanto o sádico do Yabu se deliciava com seus gritos). A partir daí, é possível notar uma inimizade entre Blackthorne e Yabu até o fim da história.
Entretanto, havia um espião entre Yabu e seus homens, que relatou o aparecimento dos estrangeiros para um grande daymio e aspirante a Xógum (o líder máximo militar dos japoneses), Toranaga. Este último interrogará Blackthorne através de um padre jesuíta, mas o interrogatório termina quando aparece outro aspirante a Xógum e inimigo de Toranaga, Ishido. Para livrar Blackthorne de Ishido, Toranaga o prende. Na prisão, Blackthorne conhece um padre que o ensinará a falar o japonês básico e dá-lhe algumas informações sobre a atual situação do Japão.
Alguns dias depois, Ishido tira Blackthorne da prisão, porém os homens de Toranaga aparecem e o levam para outra entrevista, desta vez com a belíssima Mariko como tradutora. Atenção nela, porque... Bem, só pelo “belíssima” já deu para entender que Blackthorne e ela terão um caso amoroso, mesmo Mariko sendo casada com um grande samurai (bruto), Buntaro.
Muitas disputas ocorrerão entre Toranaga e Ishido. Uma delas é quando o conselho de regentes do Japão decide que Toranaga deveria cometer seppuku, ou seja, se suicidar (um dos costumes japoneses, onde a pessoa mostra devoção e dignidade). Para escapar do destino, Toragna resolve fugir, fantasiado de mulher, mas, durante a fuga, Blackhorne nota a farsa. Depois, no meio do caminho para escapar, Toranaga é interceptado pro Ishido que desconfiava do plano. Porém, num impulso, Blackthorne arruma um jeito de livrar Toranaga da captura. Um laço de confiança se estabelece entre os dois homens, o que será crucial para a sobrevivência de Blackthorne em uma terra tão diferente da sua.
Apesar de a história ser bem longa, não contarei mais detalhes sobre o “enredo”, afinal, resumo na internet é o “fim da picada” (apesar de já ter postado um resumo, mas foi para um bem maior).
Xógum trará elementos de uma cultura extraordinária através da visão europeia – Blackthorne. Isto pode parecer um pouco clichê ou preconceituoso, mas ajuda muito o leitor a entender a sociedade japonesa, já que estamos tão acostumados com visões ocidentais. Misturando material histórico e fictício, James Clavell foi um gênio ao criar este romance. Só acho que ele poderia ter enxugado um pouco a história e ter tirado alguns pontos muito repetitivos.
Uma dica: leia o livro quando já estiver enjoado(a) das boas e velhas historias ocidentais. Xógum irá te surpreender. Você não olhará mais o Japão do mesmo jeito...    

4 comentários:

Glaucia Matos disse...

Olá Gabi,

Adorei a resenha, ela traduz muito bem o enredo do livro, parabéns!

Adorei seu blog tbm, e claro, já estou seguindo! Vem visitar meu blog, e se gostar segue tbm?

E participe das promoções que estão rolando!

BjO

~Glaucia

www.leitorait.com

Gabi Castro disse...

Seja bem-vinda, Glaucia! Estou seguindo seu blog, ele é muito lindo e bom! Quem sabe um dia podemos fazer uma parceria?
Beijos

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

OI Gabi!

Eu não li a resenha porque não li o livro, mas é engraçado eu ver justamente hoje, porque hoje mesmo a Orquídea comentou no meu blog e recomendou esse livro também. Daí fui dar uma fuçadinha no Skoob, e a sinpose me chamou a atenção, e agora ele aparece aqui...algo me diz que eu vou ter que ler ;D

Beijos e bom fim de semana!

Charlie Oliveira disse...

Eu já tinha ouvido falar desse livro depois dessa resenha só me deixou com mais agua na boca.
Estou procurando ele em tudo que é site de venda e nada, alguém ai sabe onde posso encontrar?

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