segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez


Título Original:
Cien años de soledad
Autor(a):
Gabriel García Márquez
Origem:
Colombia
Tradução:
Eliane Zagury
Editora:
Record
Ano de publicação:
1967


Esta obra é tão complexa que eu demorei quase um mês para enfim começar a escrever esta resenha. Se você não quer um livro que analise o ser solitário que habita em cada um e suas peculiaridades, desista deste livro. Se você quer um livro fora do habitual, um livro cheio de entrelinhas e “duplo sentidos”, pode apostar nesta obra.
Apesar de o livro não começar exatamente neste ponto, a história começa com José Arcadio Buendía e Úrsula, casados há um ano, quando um boato começa a correr o povoado onde eles moram: Úrsula ainda é virgem por ser marido ser impotente. Um dia, em uma briga de galo, José Arcadio é provocado por Prudencio Aguilar sobre a verossimilidade do rumor. Sem se alterar, José mata Prudencio, mas o espírito do morto começa a assombrá-lo. Para que a alma do infeliz pudesse descansar em paz, José Arcadio e Úrsula, seguidos por amigos atraídos pela aventura, partem do povoado onde vivem para descer a serra.
Durante a empreitada, nasce o primeiro filho do casal: José Arcadio, cujo filho bastardo, mais a frente, será um problema terrível para todos e dará continuidade ao clã dos Buendía.
A expedição termina depois de muito tempo, quando José Arcadio desiste de encontrar o mar e funda o pequeno povoado de Macondo, com suas casas de barro e taquara dispostas estrategicamente para que todos fizessem o mesmo esforço para buscar água e recebessem sol à mesma maneira. José Arcadio distribuiu muitos pássaros para serem postos na varanda, mas sua cantoria quase levou Úrsula à loucura.
O primeiro bebê a nascer em Macondo foi o segundo filho Buendía: Aureliano. Este será um dos personagens mais importantes do livro, onde a narrativa se foca por algum tempo. É com ele diante do pelotão de fuzilamento que se inicia a história (começa com emoção, amei) e ele se lembra da primeira vez que visualizou o gelo.
Lembram-se dos pássaros nas varandas? Pois eles trariam a Macondo uma turba de ciganos que estavam perdidos na serra, mas acharam-se graças à cantoria no povoado. Junto com eles, estava Melquíades, que terá grande influência do destino das Boendía.
Serão estes ciganos que trarão para Macondo o gelo e levarão dos Buendía o seu primogênito, que se apaixonou por uma cigana e abandonou em Macondo uma mulher grávida. Quando retorna, está totalmente mudado e se casa com sua irmã de criação Rebeca, cuja origem é um grande mistério.
Rebeca apareceu na casa dos Boendía ainda criança e órfão, alegando ser um parente distante, apesar de ninguém se lembrar de seus pais. Rebeca, porém, trazia um grande mal consigo: a “praga” da insônia. Também tinha o hábito de comer terra e o cal das paredes, além de chupar o dedo mesmo apesar de grande. Ela se tornaria um grande problema para a terceira filha de Úrsula, Amaranta, pois ambas se apaixonam pelo mesmo homem, mas depois de muitas reviravoltas, ela se casa com seu irmão de criação.
Além da insônia que encobriu os moradores de Macondo, outras desgraças assolarão o povoado. A desgraça da banana e a chuva tomarão Macondo inteira, mas os principais infortúnios estão enlaçados no sangue Buendía, amaldiçoados com a principal catástrofe da alma humana: a solidão.
Como eu disse ali em cima, há muitas entrelinhas e duplos sentidos. Gabriel García Márquez explora as infelicidades da mente e as coloca em aspectos físicos de seus personagens (por exemplo, o primeiro Aureliano passa o fim da sua vida fazendo peixinhos de ouro, pecinhas que fizera para sua mulher Remedios, sendo que esta última morrera muito cedo, deixando-o em um profundo estado de tristeza). Apesar de ainda não ter lido nenhum outro livro dele, acredito que Cem anos de solidão deve ser a sua maior obra, além de uma das maiores de toda a história literária. Já vi em muitos sites que este livro está entre os cem melhores de todos os tempos – e convenhamos, ele fica na lista com folga.
Espero que tenham gostado da resenha. E mais uma vez, desculpem a falta de comprometimento.
Xerus!



8 comentários:

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Gabi!

Eu ainda não li esse livro. Na verdade só li um conto dele pra faculdade. Preciso ler.

Beijos!

Fefa Rodrigues disse...

Gabi, que engraçado, vc e a Fe do Na Trilha falaram dos meus livros preferidos. EU adoro Gabriel e seu realismo fantástico, e 100 anos eu li "só" cinco vezes!!!

Vou te indicar O AMor nos Tempos do Cólera e DO AMor e outros Demônios, tabm do Gabo... fantástico!!!

Gabi Castro disse...

Hey Fefa! Eu sabia que gostava deste livro, entao sua opiniao sobre esta resenha é a mais importante para mim! kkk Espero que tenha gostado!
E estes livros já entraram na minha lista, obrigada!
xerus

Flavia disse...

Eu acho que nao ia curtir esse livro.. nao é meu tipo de leitura preferida..

Bjokas
Flavia - Livros e Chocolate

Paula Torres disse...

Olá Gaby, tem selo versatile pra você lá no blog.
Beijos !

http://paulacely.blogspot.com

Paula Torres disse...

Oi Gabi, aceito sim a sua parceria, mas antes você precisa me mandar o seu e-mail para que eu te envie a politica de parcerias, tudo bem ?
Qualquer dúvida entre em contato:
paulatorrespe@hotmail.com

Beijos Paula.

Bruna Viviane disse...

Olá, o seu blog ganhou um selinho do meu blog e do meu amigo.
Beijos,
http://curicultura.blogspot.com.br/2013/02/selo.html

Dora Delano disse...

É um excelente livro e o autor tem outros tão bons quanto: "do amor e outros demônios"; "o amor nos tempos do cólera".

É uma leitura imperdível!

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